Salário mínimo de R$ 1.630 e superávit de 0,25%: Governo traça metas econômicas para 2026
Salário mínimo de R$ 1.630 e superávit de 0,25%: Governo traça metas econômicas para 2026
O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, divulgado nesta terça-feira (15), define os rumos da política fiscal para o próximo ano com duas âncoras centrais: um salário mínimo de R$ 1.630 e a meta de superávit primário de 0,25% do PIB.
A proposta reafirma o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal, mas sem abrir mão de certa flexibilidade. O texto prevê uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, para mais ou para menos, o que permite ao Executivo acomodar despesas imprevistas dentro do novo arcabouço fiscal.
Entre os gastos fora da meta, estão os precatórios e outras obrigações constitucionais. Quando esses são considerados, o resultado primário pode chegar a 0,28% do PIB, ainda dentro da faixa permitida. Esse detalhe técnico indica que, apesar do rigor, há margem para gestão adaptativa, algo crucial diante da volatilidade econômica global.
Caminho gradual, mas firme
O PLDO também delineia um percurso de superávits crescentes nos próximos anos: 0,5% do PIB em 2027 e 1% em 2028. Essa escalada mostra a intenção da equipe econômica de recuperar a capacidade de investimento do Estado e sinalizar previsibilidade ao mercado.
Do lado das expectativas macroeconômicas, o governo mantém uma visão moderadamente otimista. A projeção de crescimento do PIB é de 2,5%, mesma registrada na LDO de 2025. Já a inflação estimada é de 3,5%, muito próxima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional.
Esses números revelam uma tentativa de equilibrar o pragmatismo fiscal com a sensibilidade social — especialmente ao garantir um reajuste no salário mínimo que preserve o poder de compra da população, mesmo com cenário global ainda instável.
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