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Fertilizantes verdes e hidrogênio: ruído entre governo e associações expõe tensão sobre subsídios

🚜💥 O uso de hidrogênio verde para fabricar fertilizantes gerou tensão entre governo e associações do setor. Com R$ 18 bilhões em subsídios na mesa, entidades temem ficar de fora dos benefícios. A Fazenda nega exclusão e reafirma prioridade estratégica. #FertilizanteVerde

Fertilizantes verdes e hidrogênio: ruído entre governo e associações expõe tensão sobre subsídios

Um impasse silencioso, mas estratégico, vem se formando nos bastidores da política energética brasileira. A inclusão da produção de fertilizantes a partir de hidrogênio de baixo carbono nos programas de subsídio criados em 2024, como o Rehidro e o PHBC, gerou desconforto entre associações do setor e o governo federal. O ponto de fricção? O temor de que projetos verticalizados — que produzem hidrogênio e seus derivados numa mesma planta industrial — fiquem fora dos incentivos fiscais prometidos.

O atrito veio à tona com uma carta enviada em 8 de abril ao Ministério da Fazenda, assinada por entidades como Abihv (hidrogênio verde), Abeeólica (energia eólica) e Sinprifert (fertilizantes). No documento, as associações expressam preocupação com possíveis exclusões do setor de fertilizantes verdes na regulamentação dos novos programas.

Governo nega exclusão, mas ruído persiste

A resposta oficial do Ministério da Fazenda veio rapidamente. Em nota, a pasta comandada por Fernando Haddad negou qualquer intenção de excluir o setor:

“O Ministério da Fazenda não pretende excluir os produtores de fertilizantes verdes a partir do hidrogênio de baixo carbono dos subsídios previstos no Rehidro e PHBC.”

O ministério reiterou que a produção de fertilizantes de baixa emissão é prioridade estratégica para o Brasil, não apenas como medida ambiental, mas também para a segurança alimentar e energética do país. Isso porque, mesmo sendo uma potência agrícola, o Brasil ainda depende fortemente da importação de fertilizantes convencionais, majoritariamente derivados do gás natural — insumo fóssil cujo custo e suprimento são altamente voláteis.

Um mercado em disputa — e em construção

A tensão se dá num momento em que o governo prepara a minuta do decreto que regulamentará a distribuição de R$ 18,3 bilhões em incentivos por meio do PHBC (Lei 14.990/2024) e do Rehidro (Lei 14.948/2024). Os recursos, embora expressivos, são limitados e devem seguir critérios de concorrência, especialmente no caso do PHBC. Isso eleva a ansiedade do setor produtivo, que teme ficar de fora da primeira leva de investimentos estratégicos.

Descarbonização, competitividade e soberania

Na prática, fertilizantes produzidos com hidrogênio verde (como a amônia verde) têm potencial para reduzir drasticamente as emissões da cadeia do agronegócio brasileiro — algo cada vez mais cobrado pelo mercado internacional. Para o governo, estimular essa produção é alinhar sustentabilidade com competitividade global.

“Investir em fertilizantes verdes é reduzir dependência externa, inovar tecnologicamente e agregar valor ao agronegócio brasileiro, conectando soberania energética e sustentabilidade ambiental”, destaca o Ministério da Fazenda.

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Sobre josuejr54 (4455 artigos)
Josué Bittencourt, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

1 comentário em Fertilizantes verdes e hidrogênio: ruído entre governo e associações expõe tensão sobre subsídios

  1. fotoemcasa fotografia // 12/05/2025 às 9:16 pm // Reply

    👏👏👏

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