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Projeto britânico quer retirar CO₂ do mar — e pode mudar o combate à crise climática

🌊 Um projeto inovador no Reino Unido quer tirar CO₂ do mar em vez da atmosfera. O SeaCURE pode ser uma solução real contra o aquecimento global! Conheça o sistema que transforma água do mar em ferramenta de captura de carbono. #SeaCURE #MudançasClimáticas

🌊 Projeto britânico quer retirar CO₂ do mar — e pode mudar o combate à crise climática

Enquanto o planeta busca soluções urgentes para frear o aquecimento global, um experimento audacioso vem chamando atenção na costa sul da Inglaterra. Batizado de SeaCURE, o projeto britânico propõe uma abordagem inovadora: capturar o dióxido de carbono da água do mar, e não da atmosfera — como é mais comum.

Financiado pelo governo do Reino Unido com £3 milhões (cerca de R$ 23 milhões), o programa-piloto está sendo desenvolvido na cidade costeira de Weymouth e tem potencial para transformar a forma como enfrentamos as mudanças climáticas.

Por que tirar o carbono do oceano?

A água do mar contém cerca de 150 vezes mais CO₂ do que o ar. A ideia do SeaCURE é simples e engenhosa: ao remover o carbono da água e devolvê-la ao mar com menos CO₂, cria-se um ciclo natural de absorção. A água “descarregada” volta a capturar o gás da atmosfera, ajudando a reduzir sua concentração global.

“É como abrir um refrigerante e ver o gás escapar. Estamos criando condições para que o CO₂ ‘evapore’ da água e depois seja capturado de forma segura”, explica o professor Tom Bell, do Laboratório Marinho de Plymouth.

O CO₂ extraído é então concentrado em filtros feitos com cascas de coco carbonizadas, podendo ser armazenado ou reutilizado. Embora o impacto atual ainda seja pequeno — cerca de 100 toneladas por ano —, os idealizadores acreditam que a tecnologia pode ser ampliada para remover até 14 bilhões de toneladas de CO₂ por ano, se aplicada a 1% da superfície oceânica global.

Um caminho promissor, mas com desafios

Para que o processo funcione em escala, será necessário alimentar o sistema com energia 100% renovável, como painéis solares flutuantes. Além disso, pesquisadores já estudam os efeitos da água com baixo teor de carbono na vida marinha.

“O fitoplâncton, por exemplo, usa o carbono para fazer fotossíntese. Mexilhões o utilizam para formar conchas. Reduzir drasticamente o carbono da água pode ter impactos ecológicos”, alerta Guy Hooper, doutorando da Universidade de Exeter.

Ainda assim, os primeiros testes em laboratório sugerem que, com medidas de mitigação, os impactos ambientais podem ser minimizados. A diluição controlada da água modificada, por exemplo, é uma das possíveis soluções.

A corrida global por soluções climáticas

O SeaCURE é um dos 15 projetos apoiados pelo Reino Unido para desenvolver tecnologias de remoção de gases de efeito estufa. Para especialistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), esse tipo de inovação será indispensável para alcançar as emissões líquidas zero até meados do século.

“Capturar carbono do mar é uma das 15 a 20 estratégias em avaliação. A escolha vai depender do custo e da viabilidade em larga escala”, explica Oliver Geden, membro do IPCC.

Com um conceito ousado, baixo custo operacional e base científica sólida, o SeaCURE pode representar uma virada no enfrentamento da crise climática — uma chance de usar os próprios oceanos como aliados no reequilíbrio do planeta.

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Sobre josuejr54 (4379 artigos)
Josué Bittencourt, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

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