Polícia Civil impede assassinato brutal que seria transmitido ao vivo na Páscoa
Polícia Civil impede assassinato brutal que seria transmitido ao vivo na Páscoa
Um crime planejado para chocar. Três homens foram presos neste domingo (Páscoa) por organizarem o assassinato de um morador em situação de rua, que seria executado de forma violenta e transmitido ao vivo na plataforma Discord — tudo em troca de dinheiro. A Polícia Civil do Rio de Janeiro agiu a tempo e desmantelou o grupo que orquestrava a barbárie.
Os suspeitos, Caio Nicholas Augusto Coelho, Kayke Sant Anna Franco e Bruce Vaz de Oliveira, não são desconhecidos da internet. Bruce, inclusive, se apresentava como “ativista ambiental” e já havia participado de eventos internacionais. Mas por trás da fachada, escondia-se o coordenador de uma comunidade online voltada ao ódio extremo.
Crime teria motivação ideológica e data simbólica
A execução estava marcada para as 15h do domingo de Páscoa, data que, segundo a Polícia Civil, foi escolhida propositalmente por coincidir com o aniversário de Adolf Hitler, uma referência macabra ao ideário de ódio do grupo. A vítima era um homem em situação de vulnerabilidade social, escolhido por estar em condição de rua — alvo fácil e invisível aos olhos da sociedade.
Além da tentativa de homicídio, o grupo é acusado de promover e incitar crimes como racismo, estupro virtual, maus-tratos a animais, automutilação e ataques a negros, mulheres e adolescentes, tudo com ares de “entretenimento”. Esses conteúdos eram organizados e distribuídos em um servidor fechado no Discord, sob o controle de Bruce Vaz.
— “Hoje evitamos a morte de um morador de rua em nome de um ódio ideológico. O inimigo pode estar dentro de casa, acessando a internet junto com seus filhos”, alertou o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, em coletiva de imprensa.
Prisões revelam estrutura criminosa em ambiente virtual
A operação, conduzida pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) e a 19ª DP (Tijuca), com apoio da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), cumpriu mandados nos bairros de Vicente de Carvalho e Bangu, zonas Norte e Oeste do Rio, respectivamente.
Segundo a delegada Maria Luiza Harmínio Machado, Bruce gerenciava o servidor do Discord onde os crimes eram planejados:
— “Ele sabia quem acessava o conteúdo. Os convites para as chamadas de vídeo eram enviados diretamente para pessoas escolhidas. Também havia a intenção de matar um coelho no mesmo dia do crime contra o morador de rua.”
A Polícia segue investigando outros membros do grupo e alerta os responsáveis por crianças e adolescentes sobre os riscos de exposição não supervisionada a ambientes virtuais. A operação reforça a necessidade de vigilância digital e ações proativas diante do avanço da criminalidade cibernética.
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Boa matéria!