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Bordando Luta: Mulheres Atingidas por Barragens expõem no MASP

🎨 A partir de 11/04, o MASP recebe a exposição “Mulheres Atingidas por Barragens: bordando direitos” com 34 obras têxteis feitas por mulheres de todo o Brasil. Bordados que contam histórias reais de luta, perda e resistência. É arte, é denúncia, é esperança. Vai perder?

✊ Bordando Luta: Mulheres Atingidas por Barragens expõem no MASP

A partir de 11 de abril, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) abre suas portas para uma exposição que entrelaça arte, resistência e memória coletiva. Intitulada “Mulheres Atingidas por Barragens: bordando direitos”, a mostra reúne 34 arpilleras — painéis têxteis bordados — produzidas pelo Coletivo Nacional de Mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

As peças foram criadas por mulheres de várias partes do Brasil em rodas de bordado, transformando o ato de costurar em ferramenta de denúncia, expressão e organização política. Mais do que arte, cada arpillera é um testemunho de quem viveu de perto os impactos ambientais e sociais causados por barragens — da construção ao rompimento.

A arte como resistência

As arpilleras, confeccionadas com juta e retalhos, são inspiradas em uma tradição chilena surgida nos anos 1960. Durante a ditadura de Pinochet, tornaram-se símbolo de resistência feminina. No Brasil, desde 2013, o MAB utiliza essa linguagem para relatar vivências que vão da violência doméstica à destruição de comunidades inteiras pela perda de acesso à água, terra, energia e pesca.

Com curadoria de Glaucea Helena de Britto e Isabella Rjeille, a exposição reúne trabalhos realizados entre 2014 e 2024, vindos de diversas regiões do país. Cada peça é acompanhada por uma carta manuscrita da autora — guardada no verso da arpillera — reforçando o caráter íntimo, coletivo e político do processo criativo.

O público também poderá ler seis dessas cartas, selecionadas especialmente para a mostra.

Testemunhos que não se calam

Para nós, o significado político desse testemunho têxtil está na organização das mulheres, na luta pelos seus direitos e na proposição política — dos sonhos, das utopias, daquilo que almejamos”, afirma Daiane Höhn, militante do MAB.

A exposição não só apresenta obras visuais, mas ecoa as vozes de quem vive na linha de frente dos conflitos socioambientais, muitas vezes silenciadas pelas estruturas de poder. Cada ponto bordado revela uma história, uma dor, uma proposta de transformação.


Serviço

Exposição: Mulheres Atingidas por Barragens: bordando direitos
Local: MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Data: 11 de abril a 3 de agosto de 2025
Endereço: Avenida Paulista, 1578 – Bela Vista, São Paulo, SP
Horários:

  • Terça (grátis): 10h às 20h
  • Quarta e quinta: 10h às 18h
  • Sexta: 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30)
  • Sábado e domingo: 10h às 18h
    Ingressos: R$ 75 (inteira) | R$ 37 (meia)
    Agendamento obrigatório: masp.org.br/ingressos

 

 

 

disponível para venda na Amazon:  https://a.co/d/0gDgs0S

Sobre josuejr54 (4382 artigos)
Josué Bittencourt, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

1 comentário em Bordando Luta: Mulheres Atingidas por Barragens expõem no MASP

  1. fotoemcasa fotografia // 21/04/2025 às 11:12 pm // Responder

    👏👏👏

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