Nova Federação União-PP Assume Protagonismo e Pressiona Governo Lula Rumo a 2026
Nova Federação União-PP Assume Protagonismo e Pressiona Governo Lula Rumo a 2026
O cenário político brasileiro ganhou um novo protagonista. A recém-lançada federação União-PP, composta pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP), já nasce como a maior força do Congresso Nacional, reunindo 109 deputados, 14 senadores, 1.330 prefeitos e seis governadores. Mas o dado mais significativo não é numérico: o grupo sinaliza um afastamento cada vez mais explícito do governo Lula e uma aproximação estratégica da oposição, especialmente do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O anúncio oficial foi feito na terça-feira (29) com um evento simbólico: ausência total de representantes do PT e presença destacada de líderes do PL e da ala bolsonarista, como Valdemar Costa Neto e Sóstenes Cavalcante. O clima foi de aliança em construção e de desafio ao Planalto. Em paralelo, o grupo lançou um manifesto que defende “um choque de prosperidade” e menor intervenção do Estado na economia — crítica direta à tradição petista de centralidade estatal.
Apesar de manterem quatro ministérios no atual governo, os principais líderes da federação, como Ciro Nogueira e Antonio Rueda (presidentes do PP e União), sinalizam com clareza que o projeto mira 2026. A federação pode ser a ponte entre o bolsonarismo e um novo nome da centro-direita, com Tarcísio de Freitas (Republicanos) despontando como possível candidato de consenso. Gilberto Kassab (PSD) já afirmou que, caso Tarcísio se lance, “a centro-direita não terá outro nome”.
No entanto, a formação da federação já enfrenta rachaduras internas. A divisão do comando nos estados foi baseada em critérios como número de governadores e bancada federal, mas nem todos concordam. No Paraná, por exemplo, Sergio Moro, cotado para disputar o governo estadual, enfrenta resistência do PP, aliado do atual governador Ratinho Júnior (PSD). Em estados como Pernambuco, Bahia e Amazonas, há disputas locais que podem levar a desfiliações durante a janela partidária de 2026.
Mesmo com divergências e disputas territoriais, a União-PP desponta como uma federação robusta e articulada, pronta para testar sua força tanto no Congresso quanto nas urnas. Com gestos à direita, retórica liberal e presença institucional consolidada, o grupo se posiciona como uma ameaça concreta à hegemonia lulista e uma peça-chave na montagem do tabuleiro eleitoral dos próximos anos.
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