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Satélite europeu promete revelar o “peso” da Amazônia e pode mudar o jogo climático global

Um satélite europeu acaba de ser lançado para pesar a Amazônia! Ele vai medir, com precisão inédita, quanto carbono nossas florestas armazenam e quanto perdemos com o desmatamento. É a ciência espacial entrando de vez na luta contra as mudanças climáticas. 🌍🚀

Satélite europeu promete revelar o “peso” da Amazônia e pode mudar o jogo climático global

Com radar inédito, missão espacial busca medir com precisão quanto carbono as florestas tropicais armazenam

Pela primeira vez na história, a ciência pode finalmente descobrir quanto a floresta amazônica “pesa” — e não em toneladas de madeira, mas em bilhões de toneladas de carbono. Isso graças ao lançamento bem-sucedido do novo satélite da Agência Espacial Europeia (ESA), que decolou nesta terça-feira (29) da base em Kourou, na Guiana Francesa, com um único objetivo: enxergar o que está escondido sob o dossel das florestas tropicais.

Conhecido informalmente como “space brolly” (ou guarda-chuva espacial), o satélite possui uma antena dobrável de 12 metros de diâmetro, equipada com um radar de banda P — tecnologia inédita que, pela primeira vez, permite penetrar as camadas superiores das árvores e visualizar seus galhos, troncos e, sobretudo, a biomassa que armazena dióxido de carbono (CO₂).

Uma missão que pode redefinir o papel das florestas no clima global

Com mais de 1,5 trilhão de árvores espalhadas pelos trópicos, medir quanto carbono está armazenado sempre foi um desafio. Até então, os cientistas extrapolavam dados com base em medições manuais em campo — um trabalho fragmentado, demorado e de alcance limitado. Com o novo satélite, isso muda radicalmente.

“Estamos, essencialmente, tentando pesar o carbono de um trilhão e meio de árvores”, disse o professor Mat Disney, especialista da University College London. “Só com os satélites conseguimos fazer isso de forma confiável e constante.”

A tecnologia funciona de forma semelhante a uma tomografia computadorizada: o satélite sobrevoa repetidamente a floresta, capturando seções pequenas e, a partir delas, forma imagens detalhadas da densidade da vegetação — o que indica a quantidade de carbono presente.

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Por que isso importa?

O dióxido de carbono é o principal gás responsável pelo aquecimento global. Saber quanto CO₂ está sendo absorvido ou liberado pelas florestas tropicais é vital para entender — e frear — as mudanças climáticas. A Amazônia, o Congo e a Indonésia são os principais focos da missão, justamente por sua importância ambiental estratégica.

“Com esse satélite, vamos conseguir saber com precisão inédita quanto carbono está estocado e quanto está sendo perdido pelo desmatamento”, explica o professor John Remedios, diretor do Centro Nacional de Observação da Terra e idealizador do projeto.

Engenharia de ponta com colaboração global

O satélite foi construído no Reino Unido com engenharia da Airbus e apoio técnico da americana L3Harris Technologies, especialista em estruturas espaciais dobráveis. Sua antena, que se abre como um gigantesco guarda-chuva, é uma das peças mais complexas já desenvolvidas para missões ambientais.

Os primeiros mapas de carbono devem ser liberados em até seis meses, com atualizações anuais pelos próximos cinco anos. Diferente de satélites anteriores, o radar de banda P consegue atravessar a copa das árvores e as nuvens — um diferencial essencial em regiões tropicais.

Essa nova capacidade de observação contínua e precisa pode, enfim, oferecer uma resposta confiável sobre o verdadeiro papel das florestas no equilíbrio climático do planeta.

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