Linkezine

Renata Sorrah estreia espetáculo “Ao Vivo” e reafirma seu compromisso com o novo: “Tenho orgulho das minhas escolhas”

Anúncios

Renata Sorrah estreia espetáculo “Ao Vivo” e reafirma seu compromisso com o novo: “Tenho orgulho das minhas escolhas”

1.
3:19

Atriz celebra liberdade criativa e revisita momentos marcantes da carreira em montagem provocadora dirigida por Marcio Abreu.

Aos 78 anos, Renata Sorrah sobe ao palco do Teatro Municipal Carlos Gomes, no Rio, para a estreia do espetáculo Ao vivo [dentro da cabeça de alguém], da Companhia Brasileira de Teatro. A montagem, com texto e direção de Marcio Abreu, propõe uma colagem sensível de pensamentos, memórias, sonhos e inquietações contemporâneas — tudo atravessado pela presença magnética de uma das maiores atrizes do país.

Inspirada em uma epifania vivida por Renata em 1974, durante os ensaios de A Gaivota, de Tchekhov, a peça mescla experiências pessoais da atriz com temas como etarismo, transfobia, violência e a pressão do cotidiano. O espetáculo é, ao mesmo tempo, um mergulho íntimo e um espelho social — e a cabeça em questão é a de alguém que nunca parou de buscar novas formas de expressão.

“Essa sensibilidade aguçada me fez conhecer mundos que eu não conhecia”, diz Renata, relembrando o impacto de Tchekhov em sua trajetória.

https://www.instagram.com/p/DI4fJ3MhJfo/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

Uma obra viva — e inquieta

O cenário minimalista, com cadeiras e telões, contrasta com o turbilhão de ideias que transborda do palco. A linguagem não linear convida o público a refletir, a imaginar, a completar os vazios com sua própria vivência. “Eu queria que essa peça fosse só com o essencial”, explica Marcio Abreu. “Se eu te dou tudo, mato tua imaginação.”

Já encenado em São Paulo, Belo Horizonte e no Festival de Curitiba, Ao Vivo é a continuação da pesquisa do diretor sobre o tempo, a arte e o futuro — e encontra em Sorrah a intérprete ideal para esse tipo de teatro, que exige entrega, escuta e coragem criativa.

De Heleninha a Nazaré: um legado plural

Embora esteja eternizada na memória popular por papéis icônicos como Heleninha Roitman (Vale Tudo, 1988) e Nazaré Tedesco (Senhora do Destino, 2004), Renata faz questão de celebrar as novas vozes. Ao comentar a escolha de Paolla Oliveira para interpretar Heleninha na nova versão da novela, ela é direta:

“Eu fiquei muito feliz com a escolha dela. Tenho admiração por ela como mulher e artista. Mas o que eu gostaria é que não ficassem comparando. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.”

Renata também reafirma seu compromisso com a autenticidade:

“Tenho muito orgulho das minhas escolhas. Sempre fiz o que eu acreditava, nunca trabalhei por outro motivo que não fosse a paixão.”

Espetáculo convida à reflexão — e à presença

Ao Vivo é teatro em estado bruto. Um convite à escuta, à imaginação e à empatia. Uma obra que transpira contemporaneidade, sem abrir mão da delicadeza. Renata Sorrah, mais uma vez, entrega não só uma atuação — mas uma declaração de princípios.

 

disponível para venda na Amazon:  https://a.co/d/0gDgs0S

 

Sair da versão mobile