Zambelli é condenada a 10 anos pelo STF e reage: “Não desisto”
Zambelli é condenada a 10 anos pelo STF e reage: “Não desisto” 🧨⚖️🇧🇷
Condenação histórica e reações políticas
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi condenada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão, acusada de invasão a dispositivo informático e falsidade ideológica. O julgamento, que aconteceu em plenário virtual e terminou nesta quarta-feira (14), também impôs à parlamentar uma multa de R$ 2 milhões por danos morais coletivos e a perda do mandato, após esgotados todos os recursos possíveis.
O caso envolve o hacker Walter Delgatti, que confessou ter invadido sistemas judiciais para criar um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes — a mando, segundo a PGR, de Zambelli. Delgatti foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão.
“É um momento de fé”, diz Zambelli
Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (15), Zambelli, ao lado de seu advogado Daniel Bialski, afirmou que não está desistindo. “Esse não é um momento triste. É um momento de esperança, de fé”, declarou. Ela disse acreditar que o processo ainda está longe do fim e que recursos estão em andamento, incluindo um pedido de suspensão do julgamento protocolado em abril e, segundo ela, com “sinal verde” para ser pautado.
Defesa tenta descredibilizar depoimentos
Zambelli voltou a questionar as versões apresentadas por Delgatti, dizendo que os depoimentos do hacker foram inconsistentes. “Foram seis versões diferentes. Nem a Polícia Federal acredita nele”, afirmou. A deputada também rebateu a acusação de ter financiado a operação: “Foi provado que ele não recebeu um real meu.”
Impacto político e cenário futuro
A decisão do STF deve mexer com o tabuleiro político, especialmente entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso se soma a uma série de investigações e condenações envolvendo aliados do ex-presidente, em meio à ofensiva do Supremo contra tentativas de minar as instituições.
Com o fim dos recursos, Zambelli perderá o mandato e ficará inelegível. Mas, como sinalizou na coletiva, a deputada aposta em judicializar ao máximo o processo e tentar reverter a decisão.
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