Marina Silva reage a ataques no Senado: “Eles querem bater na mesa e intimidar”
Marina Silva reage a ataques no Senado: “Eles querem bater na mesa e intimidar”
A Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, se manifestou publicamente após deixar uma sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado marcada por ataques pessoais e falas machistas. Em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (27), Marina afirmou ter se sentido agredida, mas não intimidada, e reforçou seu compromisso com o futuro do país, mesmo diante de episódios de desrespeito.
“Você se sente agredida; porém, não intimidada. Não me senti, em nenhum momento, intimidada por aquelas atitudes”, afirmou a ministra.
A sessão foi interrompida após um embate com os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Plínio Valério (PSDB-AM). O primeiro ironizou a postura da ministra ao dizer que ela precisava se colocar “no seu lugar”. Já Plínio Valério afirmou que podia respeitá-la como mulher, mas não como ministra — declaração que motivou a saída de Marina da audiência.
⚖️ Clima hostil no Congresso
A participação da ministra no colegiado, que deveria tratar de temas técnicos ligados à infraestrutura e meio ambiente, tomou contornos de embate político. A atitude dos parlamentares foi duramente criticada por diferentes setores da sociedade, que apontaram desrespeito institucional, sexismo e tentativa de silenciamento.
Marina, conhecida por sua trajetória de resistência e diálogo, reagiu com firmeza:
“Tudo o que eles querem é falar alto, bater na mesa e falar grosso. Mas eu não vou me encolher”, declarou durante a entrevista.
🌱 Compromisso com o Brasil
Além da crítica à postura dos parlamentares, Marina destacou que ataques pessoais à sua figura acabam por atingir o próprio país:
“Qualquer vingança contra mim atinge o futuro do Brasil. Estamos tratando de temas sérios como mudanças climáticas, proteção ambiental e sustentabilidade.”
A ministra também reforçou que sua atuação continuará pautada pelo diálogo institucional, transparência e compromisso com as futuras gerações.
👥 Reações e solidariedade
As falas dos senadores provocaram reações imediatas nas redes sociais, onde a hashtag #EstamosComMarina ganhou força. Diversos parlamentares, organizações e lideranças ambientais e feministas prestaram solidariedade à ministra e cobraram respeito às autoridades públicas — especialmente às mulheres que ocupam cargos de liderança.
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