Nenhum técnico do Ibama vai assinar licença sem garantia
🌊 “Nenhum técnico do Ibama vai assinar licença sem garantia”, declarou Rodrigo Agostinho
Agostinho, presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), nesta terça-feira (27). A fala ocorreu em meio às intensas discussões sobre o licenciamento da Petrobras para perfuração no bloco FZA-M-59, localizado na Bacia da Foz do Amazonas.
Segundo Agostinho, a segurança ambiental será prioridade absoluta. Ele assegurou que os técnicos do órgão não cederão a pressões políticas e que qualquer autorização será concedida somente após comprovação técnica e minimização de riscos ambientais.
🔍 Avaliação pré-operacional será determinante
Atualmente, equipes do Ibama e da Petrobras trabalham em conjunto para definir a data da Avaliação Pré-Operacional (APO), uma etapa indispensável que irá avaliar os riscos ambientais envolvidos na exploração. A sonda da Petrobras já foi deslocada do Rio de Janeiro ao litoral do Amapá, após passar por uma limpeza minuciosa para a retirada do coral-sol, espécie invasora que comprometeu o equipamento.
🌿 Região sensível exige cautela
Agostinho destacou que a perfuração está prevista para ocorrer em uma das áreas mais sensíveis do litoral brasileiro. A região concentra cerca de 70% dos manguezais do país, abriga uma rica biodiversidade marinha e sustenta comunidades cuja economia depende fortemente da pesca artesanal.
Além da questão ecológica, a ausência de infraestrutura no município de Oiapoque, base das operações, é outro fator que leva o Ibama a adotar postura rigorosa. Como forma de mitigar os riscos, a Petrobras reforçou a estrutura local e apresentou um plano emergencial mais robusto.
🐬 Avanço cauteloso
No dia 19 de maio, o Ibama aprovou o plano de resgate da fauna apresentado pela Petrobras, permitindo que a empresa avance com o simulado da APO. No entanto, o aval final para o início da perfuração ainda dependerá de análises técnicas detalhadas.
O processo de licenciamento ambiental na Foz do Amazonas segue como um dos mais debatidos do país, refletindo a tensão entre desenvolvimento energético e conservação ambiental.
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