RFK Jr. retira vacina COVID do calendário infantil e para grávidas nos EUA
RFK Jr . retira vacina COVID do calendário infantil e para grávidas nos EUA
CDC deixa de recomendar vacina da COVID para grávidas e crianças
Decisão de RFK Jr. gera controvérsias e preocupa especialistas em saúde
O secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., anunciou nesta terça-feira (27) que o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) deixará de recomendar a vacina contra a COVID-19 para crianças saudáveis e mulheres grávidas. A decisão foi comunicada por meio de um vídeo publicado nas redes sociais.
📉 “A vacina foi retirada do calendário de imunização recomendado para esses grupos”, declarou Kennedy, indicando uma mudança radical no protocolo oficial. No entanto, até o momento do anúncio, o site do CDC ainda não refletia a alteração.
A medida surpreendeu tanto pela forma unilateral como foi tomada quanto pelo seu impacto potencial. Especialistas e representantes médicos expressaram preocupação com os riscos à saúde pública, especialmente de grupos vulneráveis como gestantes e recém-nascidos.
👶💉 Especialistas reagem com críticas à decisão
Membros do painel consultivo do CDC — responsáveis por revisar e atualizar recomendações de vacinação — criticaram a pressa da decisão. O grupo previa votar sobre o tema apenas em junho, considerando dados atualizados sobre os riscos da COVID-19 durante a gravidez.
De acordo com Naima Joseph, professora da Universidade de Boston e representante do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, a decisão é alarmante:
“As infecções por COVID-19 na gestação podem ser catastróficas. A ciência não mudou.”
Ela explica que bebês recém-nascidos têm alto risco de hospitalização e dependem da imunização materna para proteção.
🏥 Impactos imediatos no acesso e nos custos
Com a retirada da recomendação, a vacina pode deixar de ser coberta por planos de saúde, obrigando famílias a arcar com os custos, que variam entre US$ 57 e US$ 136 por dose. Além disso, farmácias e clínicas podem perder autorização para aplicar a vacina nesses grupos, dificultando ainda mais o acesso.
Segundo Richard Dang, professor da Universidade do Sul da Califórnia,
“Isso basicamente fecha a porta para farmacêuticos vacinarem crianças e grávidas.”
⚖️ Decisão política ou técnica?
Críticos apontam que Kennedy antecipou-se à deliberação do Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização, abandonando os trâmites técnicos tradicionais. Além disso, ele suspendeu outras recomendações pendentes, como as vacinas contra VSR e meningite, o que levanta dúvidas sobre a motivação de suas decisões.
Apesar da mudança, as vacinas ainda estão disponíveis — mas o cenário pode mudar rapidamente com o impacto nas políticas de seguro, logística e distribuição.
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Bom conteúdo 👏