Posto em Campo Grande é interditado por vender gasolina adulterada
🚨 Posto em Campo Grande é interditado por vender gasolina adulterada
Mistura ilegal de etanol chega a 63% e coloca população em risco
A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, junto ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), interditou nesta segunda-feira (2/6) um posto de combustíveis localizado em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A fiscalização, realizada em parceria com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), identificou que a gasolina comercializada no local continha 63% de etanol anidro — mais que o dobro do limite legal permitido, que é de 27%.
Além da grave infração ambiental e de consumo, o gerente e um frentista foram levados à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) para prestar depoimentos. Segundo os órgãos envolvidos, esse tipo de adulteração prejudica diretamente os consumidores, podendo causar sérios danos mecânicos aos veículos e colocar em risco a segurança nas ruas.
Durante a inspeção, os agentes também descobriram a existência de um poço tubular em uso irregular no lava-jato anexo ao posto, operando sem licença ambiental. A água extraída era misturada à da rede pública fornecida pela concessionária, o que também constitui infração ambiental. A utilização da água foi imediatamente suspensa até que a regularização seja comprovada.
“A população foi exposta a produtos de origem irregular. Essa é uma violação contra o meio ambiente e contra o consumidor fluminense. Seguiremos firmes nesse trabalho conjunto de fiscalização e punição”, afirmou o secretário estadual do Ambiente, Bernardo Rossi.
Na última semana, outras duas interdições aconteceram em postos de combustíveis — um em Niterói e outro em Brás de Pina — também por venda de gasolina adulterada.
O risco vai além do prejuízo financeiro. O uso de combustíveis com alto teor de etanol anidro pode comprometer o desempenho dos veículos e causar falhas nos motores, principalmente os que não foram projetados para essa mistura.
Ainda durante a operação, integrantes do programa Zona Oeste + identificaram adulterações no hidrômetro do estabelecimento. A irregularidade foi confirmada, e o equipamento foi imediatamente substituído.


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