Influencer Vivi Noronha e Poze do Rodo são alvos de operação policial
💣 Influencer Vivi Noronha e Poze do Rodo são alvos de operação policial
A Polícia Civil do Rio de Janeiro colocou sob os holofotes, nesta terça-feira (03/06), um dos casais mais comentados da cena digital e musical: Vivi Noronha, influenciadora digital, e seu marido, o funkeiro Poze do Rodo, preso na última quinta-feira (29/05). Eles estão entre os alvos centrais da operação que investiga um sofisticado esquema de lavagem de mais de R$ 250 milhões, vinculado ao Comando Vermelho.
A megaoperação, que conta com a atuação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e do Departamento-Geral de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD), visa desmontar o núcleo financeiro da facção, que reinvestia dinheiro do tráfico em armamentos, festas e empresas de fachada.
🧾 Casal teria movimentado valores ilícitos com aparência legal
Segundo os investigadores, Vivi Noronha e sua empresa aparecem como beneficiárias diretas de quantias provenientes do tráfico, repassadas por meio de “laranjas” — pessoas físicas e jurídicas utilizadas para ocultar a origem criminosa dos recursos.
A participação de Vivi é considerada simbólica e estratégica: seu alcance nas redes sociais dava uma aparência de legitimidade ao dinheiro sujo, ampliando a influência da narcocultura no ambiente digital.
🎤 Já Poze do Rodo, ícone do funk carioca, é apontado como peça importante na construção da narrativa de ostentação e poder que sustenta financeiramente a facção nas comunidades.
📍 Baile, restaurante e fachada empresarial: um sistema integrado
O Baile da Escolinha, evento conhecido na cena carioca, era promovido por membros do Comando Vermelho com o apoio de empresas fictícias. Em frente ao baile, funcionava um restaurante de fachada, usado como base logística e ponto de lavagem de dinheiro.
🎧 Uma produtora também envolvida no caso é suspeita de organizar bailes funk com o objetivo de comercializar drogas e fortalecer o domínio cultural da facção. Documentos financeiros mostram transferências diretas de operadores do tráfico para essas estruturas.
🌐 Conexões internacionais e nomes de peso no crime
Entre os remetentes das movimentações financeiras estão um segurança pessoal de “Doca”, chefe do tráfico no Complexo do Alemão, e um intermediário com histórico de atuação em redes de financiamento informal, já monitorado por agências internacionais e suspeito de vínculos com a Al-Qaeda.
A Polícia Civil considera a operação uma das maiores ofensivas contra a estrutura econômica do Comando Vermelho, mirando não apenas traficantes, mas também os rostos públicos que ajudam a consolidar seu império.
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