Cachaça em alta: produção dispara, mas preconceito ainda trava o setor
🥃 Cachaça em alta: produção dispara, mas preconceito ainda trava o setor
Crescimento recorde revela força do destilado brasileiro, que pede mais apoio
A produção de cachaça no Brasil vive um momento promissor — mas ainda enfrenta barreiras que vão além do mercado. Segundo o Anuário da Cachaça 2024, divulgado pelo Ministério da Agricultura, o país registrou um crescimento de 29,58% na produção da bebida em relação a 2023, com mais de 292 milhões de litros oficialmente declarados.
Mesmo diante dos números expressivos, produtores lamentam o preconceito cultural e a alta carga tributária que incidem sobre o setor. É o caso do mineiro Cid Faria, que trocou o gado e a piscicultura por sua paixão: a cachaça artesanal. De um galpão na Fercal, periferia do Distrito Federal, surgiu uma microempresa familiar que, em 8 anos, saltou de 1 mil para 10 mil litros produzidos por ano e já soma 10 prêmios nacionais.
🍃 A trajetória de Cid reflete a de muitos outros microempreendedores que mantêm viva a tradição da cachaça prata, branca e não envelhecida. Um nicho que ganha força, mas ainda não recebe o mesmo tratamento que outras bebidas alcoólicas, como a cerveja. A publicidade mais restritiva, a tributação pesada e o baixo incentivo institucional dificultam o avanço de um produto 100% nacional, oriundo da cana-de-açúcar e produzido majoritariamente por micro e pequenas empresas rurais.
📈 De acordo com o anuário, 7.223 produtos estão registrados no Brasil — alta de 20,4% frente a 2023. O estado de Minas Gerais lidera, com 501 estabelecimentos produtores, seguido por São Paulo (179), Espírito Santo (81) e Santa Catarina (73). O destaque no crescimento foi o Ceará, que teve um salto de 38,2% no número de registros.
👨🌾 Para o presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), Carlos Lima, o setor é fundamental para a economia local, a geração de emprego e a permanência de famílias no campo. “A cachaça movimenta mais de 600 mil empregos diretos e indiretos. É uma cadeia que precisa de reconhecimento e apoio do governo”, afirma.
A produção cresce, os prêmios se multiplicam e o mercado interno ainda resiste. Mas o destilado genuinamente brasileiro segue firme: um símbolo da nossa história que clama por valorização à altura de sua potência.
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