MASP celebra visões indígenas com filmes potentes sobre ecologia e espírito
MASP celebra visões indígenas com filmes potentes sobre ecologia e espírito 🌿🎥
O Museu de Arte de São Paulo (MASP) abre espaço para um dos projetos audiovisuais mais relevantes do Brasil contemporâneo: Vídeo nas Aldeias. A partir de 13 de junho, a mostra Sala de Vídeo: Vídeo nas Aldeias apresenta três produções marcantes realizadas por cineastas indígenas e colaboradores do projeto. A exposição integra o ciclo anual Histórias da Ecologia, propondo um olhar profundamente conectado entre espiritualidade, natureza e memória ancestral.
Em cartaz até 10 de agosto, a mostra reúne os filmes Amne Adji Papere Mba – Carta Kisêdjê para o RIO+20 (2012), Bicicletas de Nhanderú (2011) e Yaõkwa – Imagem e Memória (2020), que oferecem diferentes experiências audiovisuais sobre a relação dos povos indígenas com suas terras, seus rituais e a luta pela preservação de seu modo de vida.
O projeto Vídeo nas Aldeias, idealizado em 1986 pelo antropólogo Vincent Carelli, nasceu com o propósito de dar voz aos povos indígenas através do cinema, promovendo oficinas, apoio técnico e autonomia na produção de conteúdo audiovisual. Hoje, o projeto é referência na formação de cineastas indígenas no país.
Com curadoria de Isabela Ferreira Loures, a seleção evidencia um ponto de vista expandido sobre o meio ambiente. “Os filmes revelam uma forma de estar no mundo onde a floresta, os rios e os espíritos são parte da própria existência”, afirma a curadora.
Destaques da mostra:
- 🌳 Carta Kisêdjê para o RIO+20: manifesto audiovisual das mulheres Kisêdjê contra o desmatamento e os impactos da Usina de Belo Monte.
- 🚲 Bicicletas de Nhanderú: mergulho na espiritualidade Guarani Mbya, em uma aldeia no Rio Grande do Sul.
- 🔁 Yaõkwa – Imagem e Memória: retorno emocionante dos Enawenê Nawê a registros feitos por 15 anos, resgatando rituais e ancestrais.
A mostra acontece no 2º subsolo do MASP, com entrada gratuita às terças e horários estendidos às sextas. O agendamento é obrigatório pelo site do museu.
Mais que uma exposição, essa é uma vivência cinematográfica que amplia o entendimento sobre identidade, território e futuro. Um convite para ver com outros olhos — e escutar com o coração.
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Boa matéria 👍