Computação quântica vira chave e começa a encarar problemas reais
💻🚀 Computação quântica vira chave e começa a encarar problemas reais
A computação quântica, por muitos anos vista como promessa distante, acaba de alcançar um novo estágio. Para Jensen Huang, CEO da Nvidia, a tecnologia vive agora um “ponto de inflexão” e se aproxima da aplicação prática em problemas do mundo real. A declaração foi feita nesta quarta-feira (11), durante o GTC Paris, evento da Nvidia realizado dentro da VivaTech, em Paris.
“Estamos muito perto de ver os computadores quânticos ajudando a resolver desafios reais em diversas áreas”, afirmou Huang. O executivo apresentou o Cuda Q, solução da empresa que integra o poder da computação clássica com a quântica. Essa abordagem híbrida, segundo ele, pode acelerar o uso prático da tecnologia.
A computação quântica se baseia em qubits, que operam em múltiplos estados simultaneamente — diferente dos bits tradicionais, que só assumem zero ou um. Isso confere à tecnologia a capacidade de processar volumes massivos de informação de forma exponencial, com impactos potenciais em setores como medicina, ciência dos materiais, finanças e logística.
Huang destacou o papel crescente das startups europeias no setor, como a francesa Pasqal, com quem esteve reunido na véspera do evento. Ele também comentou a mudança de tom sobre o futuro da tecnologia: se antes estimava aplicações práticas apenas em 20 anos, agora admite que os avanços estão chegando mais rápido do que o previsto — e reconheceu que sua projeção anterior foi mal interpretada e afetou negativamente o mercado.
A Nvidia não está sozinha nessa corrida. Gigantes como Google e IBM também aceleram os investimentos. O Google apresentou o chip quântico Willow, com progressos importantes na correção de erros, um dos maiores obstáculos técnicos atuais. Já a IBM anunciou um plano ambicioso: entregar um computador quântico funcional até 2029, e um supercomputador com cerca de 200 qubits lógicos até 2033, chamado de Starling.
O avanço também aqueceu o mercado financeiro: a americana IonQ comprou a britânica Oxford Ionics por US$ 1,1 bilhão na última segunda-feira. A transação impulsionou as ações da empresa, que subiram 3,7%, embora tenham registrado leve recuo de 0,8% dois dias depois.
Com investimentos em alta, grandes players mobilizados e startups em ebulição, a computação quântica finalmente deixa o campo das previsões e entra no radar do presente.
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