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Carla Zambelli admite prisão e invoca caso Pizzolato na Itália

Zambelli admite prisão e extradição 🇮🇹🔗 Cita Pizzolato em defesa contra retorno ao Brasil. #ZambelliNaMira #linkezine #JustiçaInternacional

🇮🇹 Carla Zambelli admite prisão e invoca caso Pizzolato na Itália 🕊️

 

De algum lugar não revelado na Itália, a deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) já admite publicamente um possível retorno forçado ao Brasil — por meio de prisão e extradição. Em um documento divulgado por sua defesa, intitulado “Dossiê Técnico de Defesa”, Zambelli tenta sensibilizar as autoridades italianas e busca respaldo jurídico para evitar a extradição após ser condenada pelo STF a 10 anos de reclusão, sob acusação de envolvimento em ataques cibernéticos contra o sistema de Justiça brasileiro.

🧳 Procurada pela Interpol por meio da difusão vermelha, que lista os criminosos mais procurados do mundo, Zambelli optou por se defender com base em argumentos técnicos e jurídicos — sem confrontos diretos ou discursos inflamatórios. Seu advogado, Fábio Pagnozzi, aposta em uma estratégia centrada em direitos humanos, inspirada no famoso caso Henrique Pizzolato, condenado no Mensalão e que também buscou refúgio na Itália para evitar o cárcere no Brasil.

⚖️ Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, teve inicialmente sua extradição negada pela Corte de Apelação de Bolonha, em 2014, justamente por conta das condições degradantes do sistema penitenciário brasileiro, descritas como “dramáticas” pelos magistrados italianos. Sua extradição só foi autorizada após o governo brasileiro garantir, por meio da Procuradoria-Geral da República, que seus direitos seriam preservados em um presídio específico.

No caso de Zambelli, o argumento é semelhante. A defesa cita o artigo 26 da Constituição Italiana, que prevê a possibilidade de extradição de cidadãos italianos em tratados internacionais — mas ressalta que isso não é automático e pode ser barrado se houver risco à integridade física ou psicológica do extraditado.

🚨 No dossiê, Pagnozzi alega “violações a garantias constitucionais” durante o processo e afirma que o sistema prisional brasileiro apresenta riscos reais de tortura, maus-tratos, superlotação e violência endêmica. O texto recorre a relatórios da Anistia Internacional, Human Rights Watch, Convenção Europeia de Direitos Humanos, entre outros documentos que descrevem o cenário carcerário como “cronicamente desumano”.

Apesar de em declarações anteriores ter dito que “não sairia da Itália”, a defesa de Zambelli reconhece agora que sua cidadania italiana não oferece imunidade plena, e que a extradição poderá sim ocorrer caso a Justiça de Roma a aprove — como no caso Pizzolato, que acabou retornando ao Brasil em 2015.

🔍 O “Dossiê Técnico de Defesa” se apresenta como uma tentativa de evitar a execução da pena sob justificativa de proteção dos direitos fundamentais, evitando a narrativa política ou ideológica e apostando em um apelo direto à ética jurídica internacional.

Enquanto isso, a decisão final sobre sua extradição dependerá das autoridades italianas, que examinarão o caso à luz dos tratados e dos antecedentes já registrados em situações semelhantes. Até lá, Carla Zambelli se mantém em território europeu, já considerando a possibilidade de cumprir pena em solo brasileiro — mas com resistência jurídica até o último recurso.

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