Ouro ilegal financia facções e agrava crise ambiental na Amazônia, diz USP
💰 Ouro ilegal financia facções e agrava crise ambiental na Amazônia, diz USP
A extração ilegal de ouro na Amazônia tornou-se um dos motores mais potentes do crime organizado no Brasil, superando até mesmo o tráfico de drogas em lucratividade para grupos como o PCC e o Comando Vermelho. O alerta foi dado durante seminário realizado nesta terça-feira (24), na Universidade de São Paulo (USP), que reuniu autoridades do sistema de Justiça e especialistas internacionais.
Segundo Mark Shaw, diretor da Iniciativa Global Contra o Crime Organizado Transnacional, sediada na Suíça, o ouro ilegal passou a ser o novo “ativo seguro” das facções. O pesquisador explicou que o metal é extraído clandestinamente da floresta, transformado em barras e joias e, depois, legalizado por rotas internacionais, atravessando, por exemplo, o Golfo do México.
“As organizações criminosas se adaptam ao mercado. Hoje, o ouro rende mais que a droga e ainda parece legal”, explicou Shaw.
🌍 Crime que cruza fronteiras e ameaça o futuro da floresta
Além do impacto ambiental direto na Amazônia, a mineração clandestina de ouro está conectada a uma rede de ilícitos que inclui tráfico de pessoas, contrabando de armas e crimes ambientais. O seminário também abordou os desafios do rastreamento desse ouro sujo, bem como o papel da cibersegurança no combate ao seu comércio global.
O promotor Fábio Bechara, do Ministério Público de São Paulo, defendeu um convênio de cooperação entre o Brasil e a Itália, visando investigar conexões entre o PCC e a máfia italiana, especialmente no uso de rotas e esquemas financeiros semelhantes. A proposta, no entanto, ainda não foi oficializada.
🔎 Fórum segue com propostas contra o avanço das facções
O encontro continua nesta quarta-feira (25), com foco em soluções para conter o avanço do crime organizado sobre mercados vulneráveis, fronteiras sem controle e territórios em disputa. Os participantes também discutem a criação de mecanismos regulatórios mais rígidos para impedir que o ouro extraído ilegalmente continue a abastecer os circuitos financeiros globais.
O evento deixa claro: combater o ouro ilegal é urgente não apenas para salvar a floresta, mas para enfraquecer a engrenagem criminosa que se alimenta da destruição.
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