Crise nos bastidores: marqueteiro e chefe de gabinete pulam fora do governo Castro
Crise nos bastidores: marqueteiro e chefe de gabinete pulam fora do governo Castro
🧨 Às vésperas de julgamento no TSE pelo escândalo do Ceperj, o governador Cláudio Castro (PL) enfrenta uma dupla debandada de peso em sua equipe de confiança. O marqueteiro Paulo Vasconcellos e o chefe de gabinete Rodrigo Abel decidiram abandonar o barco em meio à turbulência política que ronda o Palácio Guanabara.
Com histórico de campanhas vitoriosas ao lado de Castro, Vasconcellos rompeu a parceria no mês passado após frustradas tentativas de emplacar uma comunicação institucional que resgatasse a imagem do governo. A ideia era lançar vídeos curtos com o slogan “Antes não tinha, agora tem”, exaltando conquistas como a retomada do teleférico do Complexo do Alemão e avanços na segurança pública. A iniciativa foi abandonada antes de sair do papel.
A relação entre o marqueteiro e o governador já vinha sofrendo desgaste desde a campanha de 2024 para a prefeitura do Rio. Na disputa entre Alexandre Ramagem (PL) e Eduardo Paes (PSD), Ramagem — treinado por Carlos Bolsonaro — chamou o governo de Castro de “medíocre”, causando tensão nos bastidores. Vasconcellos conseguiu contornar o episódio, mas a confiança já estava arranhada.
Já Rodrigo Abel, considerado um dos mais influentes chefes de gabinete do Palácio Guanabara nos últimos governos, optou por sair após um acordo frustrado. Ele esperava uma indicação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), promessa feita por Castro e Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, mas que nunca se concretizou.
👥 A crise interna ocorre num momento delicado: Castro será julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral por suspeitas envolvendo o caso Ceperj, e Bacellar, seu provável sucessor, ganha espaço político ao assumir o governo durante as férias do titular. Em sua gestão interina anterior, Bacellar visitou cerca de 40 prefeitos em uma semana e agora planeja repetir a ofensiva — com rumores de que poderá até demitir Washington Reis (MDB), secretário de Transportes, por aproximação com o campo lulista.
O cenário mostra uma disputa de poder cada vez mais acirrada no coração da política fluminense, com alianças sendo revistas e traições públicas alimentando a temperatura em alta no Palácio Guanabara.
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Boa matéria 👍