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Exposição “Paisagens Mineradas” chega a BH e transforma luto em arte

🎨 Luto vira arte em BH: mostra traz olhar feminino sobre mineração predatória. 💥 #ArteComProposito #MineraçãoNãoEsquece #linkezine

🎨 Exposição “Paisagens Mineradas” chega a BH e transforma luto em arte 💔

Após percorrer São Paulo, Belém e Ouro Preto, a exposição “Paisagens Mineradas: marcas no corpo-território” desembarca em Belo Horizonte para provocar reflexão, memória e resistência. Em cartaz de 5 de julho a 9 de agosto, no Galpão 5 da Funarte MG, a mostra reúne obras de 12 artistas mulheres que exploram, com sensibilidade e denúncia, os impactos da mineração predatória nas paisagens e na vida das pessoas.

Realizada pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, a exposição nasceu como resposta à tragédia de Brumadinho, que em 2019 deixou 272 mortos, entre eles os filhos da fundadora do Instituto. A entrada é gratuita e o espaço conta com audioguia e equipe educativa, garantindo acessibilidade e diálogo com todos os públicos.

Arte como denúncia e reparação feminina

A exposição apresenta uma diversidade de linguagens — pinturas, fotografias, gravuras, instalações e videoarte — em uma curadoria assinada por Isadora Canela, que também participa com uma obra. Todas as artistas envolvidas são mulheres, reforçando a crítica à exploração e ao apagamento feminino tanto na história da arte quanto nos territórios afetados.

“O que se faz com a montanha, se faz com a mulher”, afirma Isadora. “Subverter esse sistema passa por dar voz às mulheres e aos territórios calados.”

Além da curadora, participam nomes como Isis Medeiros, Shirley Krenak, Luana Vitra, Coletivo ASA, entre outras artistas de diferentes regiões do país, inclusive representantes indígenas.

Uma ferida que ainda sangra: Brumadinho não será esquecida

A dor que motivou a criação do Instituto Taliberti é profunda. Camila e Luiz Taliberti, além de Fernanda Damian, grávida de cinco meses, perderam a vida na tragédia de Brumadinho. “Perdemos tudo naquele dia 25: sonhos, planos, perspectivas”, lembra Helena Taliberti, fundadora do instituto.

“Essa exposição é um grito por justiça e por memória. É sobre perda, mas também sobre renascimento”, completa.

A mostra homenageia não só as vítimas da tragédia, mas também convoca à ação: revela as cicatrizes abertas pela mineração desenfreada e convida o público a imaginar um futuro onde o lucro não vale mais do que a vida.

Um futuro a ser repensado: BH como palco simbólico

Trazer “Paisagens Mineradas” para Belo Horizonte tem peso simbólico. A cidade, que tenta se manter no ideal de progresso e modernidade, vive ainda hoje o embate com a exploração da Serra do Curral, ameaçada por projetos minerários.

“É um convite ao morador de BH para repensar o modelo de desenvolvimento que queremos para nossa cidade e estado”, diz Marina Kilikian, coordenadora da exposição.

Público engajado: arte que informa e transforma

Uma pesquisa feita em Ouro Preto pela UFOP mostra que o impacto da exposição vai além da estética:

  • 57,7% dos visitantes passaram a perceber os danos da mineração em comunidades atingidas;
  • 75% disseram sair mais motivados a aprender sobre o tema;
  • A avaliação geral da experiência foi classificada como “excelente” por 60% do público.

Esses números reforçam o papel da arte como ponte entre emoção, consciência e transformação social.

 

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