Samarco pede fim da recuperação judicial após quitar dívidas bilionárias
Samarco pede fim da recuperação judicial após quitar dívidas bilionárias 💼⚖️
A mineradora Samarco, uma das responsáveis pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), deu um novo passo em sua reestruturação ao solicitar, nesta segunda-feira (7), o encerramento oficial do processo de recuperação judicial. A petição foi protocolada na 2ª Vara Empresarial de Belo Horizonte, alegando o cumprimento integral das obrigações previstas no plano aprovado em 2023.
A recuperação judicial foi iniciada em abril de 2021, como resposta às dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa após a tragédia ambiental de 2015. Ao longo do processo, quatro escritórios jurídicos atuaram na administração judicial, conduzindo fases como negociação com credores, ajustes no plano de reestruturação e assembleias deliberativas. O caminho, no entanto, não foi simples: disputas sobre listas de credores, impugnações e tentativas de planos alternativos por parte de sindicatos e investidores internacionais prolongaram os trâmites.
Após intensas negociações, um plano consensual foi homologado em agosto de 2023, com apoio dos principais credores e acionistas. Esse plano previa uma fase de fiscalização de até dois anos, período no qual a empresa deveria cumprir obrigações financeiras previstas no acordo.
Segundo a Administração Judicial, todas as dívidas com vencimento até 2025 foram quitadas, incluindo os compromissos firmados com os credores sujeitos à recuperação. O valor total das dívidas negociadas gira em torno de R$ 50 bilhões, entre elas, aportes realizados pelas acionistas Vale e BHP Brasil após o desastre em Mariana.
Além da recuperação judicial, a Samarco permanece vinculada às obrigações de reparação socioambiental e socioeconômica causadas pela tragédia, considerada uma das maiores do Brasil. A mineradora afirma que o pedido de encerramento será analisado pela Justiça e aguarda a manifestação do Ministério Público antes de qualquer decisão final.
Em nota, a empresa declarou estar confiante na conclusão do processo e afirmou que sua meta é atingir plena capacidade produtiva até 2028, o que dependerá da implantação de novas estruturas para disposição de rejeitos.
Com o encerramento da recuperação judicial, a Samarco busca consolidar um novo ciclo, tentando virar a página de um dos capítulos mais trágicos da mineração no país — sem esquecer as responsabilidades que ainda carrega com as comunidades atingidas.
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