Alcolumbre ameaça promulgar aumento de deputados se Lula se calar
⚠️ Alcolumbre ameaça promulgar aumento de deputados se Lula se calar
Presidente do Senado pressiona Planalto com pauta impopular que gera tensão
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou nesta terça-feira (8) que vai promulgar imediatamente o projeto de aumento no número de deputados federais, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decida não sancionar o texto aprovado no Congresso. A declaração amplia a pressão sobre o Planalto e esquenta o embate político em torno de uma proposta que enfrenta forte resistência popular. ⚖️🔥
Atualmente, a Câmara dos Deputados possui 513 cadeiras. O novo texto propõe a elevação para 531 parlamentares, como resposta a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que exigiu a redistribuição das vagas conforme os dados do Censo populacional de 2022 — a primeira atualização desse tipo desde 1985.
Caso apenas a redistribuição fosse feita, sete estados perderiam representação, incluindo redutos políticos influentes como Bahia, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro. Para evitar esse desgaste, os congressistas optaram por aumentar o número total de cadeiras, de forma que nenhum estado fosse prejudicado. No entanto, o custo estimado é de até R$ 150 milhões por ano, considerando também os reflexos nas Assembleias Legislativas estaduais. 💸📊
A medida é extremamente impopular: 76% dos brasileiros são contra o aumento no número de deputados, segundo o instituto Datafolha. Mesmo assim, o projeto foi aprovado no Congresso no dia 26 de junho, e agora aguarda decisão de Lula, que tem até 16 de julho para vetar ou sancionar.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse ser pouco provável que Lula sancione o projeto, dando a entender que o presidente busca evitar o desgaste político de aprovar um texto que a maioria da população rejeita.
Mas, caso Lula se abstenha — o que tecnicamente significa nem vetar nem sancionar —, o projeto volta para o Senado, onde Alcolumbre garante que não hesitará em promulgar o aumento por conta própria. A declaração reacendeu os debates sobre a representatividade no Congresso e a responsabilidade fiscal em tempos de ajuste nas contas públicas.
O clima em Brasília é de tensão. Enquanto o governo busca equilibrar apoio no Congresso e fidelidade à opinião pública, o Parlamento joga com seus próprios interesses regionais e eleitorais.
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