Milei dá sinal verde para privatizar serviço de água em Buenos Aires
💧 Milei dá sinal verde para privatizar serviço de água em Buenos Aires 🚱🇦🇷
O governo de Javier Milei anunciou o início da privatização da AySA (Águas e Saneamentos Argentinos S.A.), empresa estatal responsável pelo fornecimento de água potável e esgoto para quase 4 milhões de residências em Buenos Aires e sua região metropolitana. A medida transfere 90% das ações da companhia para o setor privado, mantendo apenas 10% nas mãos dos funcionários da empresa.
🧾 Segundo o porta-voz da presidência, Manuel Adorni, o processo se dará por meio de um modelo misto de licitações públicas nacionais e internacionais. A decisão marca mais um passo no ambicioso plano de desestatização do governo Milei, que inclui diversas empresas públicas listadas na controversa “lei omnibus”.
📊 Empresa com superávit, mas infraestrutura parada
A AySA, embora tenha sido a única estatal com superávit operacional nos últimos meses — reportando um resultado positivo de 104 bilhões de pesos argentinos (cerca de US$ 87 milhões) —, viu seus investimentos em infraestrutura paralisarem desde que Milei assumiu o poder. A companhia teve suas tarifas reajustadas em quase 400%, o dobro da inflação acumulada no mesmo período.
Além do reajuste, a empresa sofreu redução drástica no número de funcionários, passando de 7.800 para menos de 6.400 em pouco mais de um ano, conforme dados do Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos da Argentina).
📉 Privatização revive modelo dos anos 1990
O modelo proposto pelo atual governo remete ao processo de concessão da água conduzido por Carlos Menem em 1993, quando a estatal Obras Sanitarias de la Nación foi concedida à francesa Suez e à espanhola Aguas de Barcelona. A experiência terminou em 2006, com a renacionalização da empresa por Néstor Kirchner, após disputas sobre tarifas congeladas, falhas na manutenção e um litígio internacional que rendeu ao país uma indenização de US$ 384 milhões.
⚖️ O plano de Milei prevê que os termos contratuais sejam aprovados no segundo semestre de 2025, com a abertura de editais até o fim do mesmo ano e assinatura definitiva dos contratos prevista para meados de 2026.
Enquanto o governo argumenta que a privatização garantirá eficiência e sustentabilidade financeira, críticos apontam o risco de redução no acesso à água, aumento tarifário desproporcional e impactos sobre a população mais vulnerável.
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