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Trump ameaça tarifa de até 50% ao Brasil e agita tensão comercial

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Trump ameaça tarifa de até 50% ao Brasil e agita tensão comercial

 

As relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos entraram em alerta máximo. Nesta quarta-feira (23), o presidente americano Donald Trump anunciou que os novos impostos de importação dos EUA terão alíquotas entre 15% e 50%, e indicou que o Brasil poderá ser o único país a receber a tarifa máxima, a partir de 1º de agosto.

“Vamos ter uma tarifa simples e direta de algo entre 15% e 50%”, disse Trump durante um evento sobre inteligência artificial em Washington.

A justificativa, segundo ele, é política: os países mais atingidos são aqueles com os quais os EUA “não têm se dado muito bem”. O Brasil foi incluído na lista após críticas do governo brasileiro ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e supostas práticas comerciais “desleais”, além de investigações americanas que envolvem o Pix e a Rua 25 de Março, em São Paulo.

💣 A possível tarifa alarmou o Palácio do Planalto, que já articula medidas emergenciais para evitar impactos econômicos imediatos, especialmente sobre exportações de carne, aço, suco de laranja e café.

💼 Governo Lula tenta frear tarifa com diálogo e pressão econômica

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o plano de apoio às empresas afetadas já está pronto, prevendo a criação de um fundo emergencial com crédito subsidiado, focado nos setores mais expostos ao mercado americano.

Enquanto isso, o vice-presidente Geraldo Alckmin propôs o envio de uma comitiva interministerial a Washington, com o objetivo de negociar um adiamento de até 90 dias da tarifa e apresentar contrapartidas, como a retirada de barreiras a produtos dos EUA.

Nos bastidores, o governo também aposta em sensibilizar consumidores e empresários americanos, mostrando os possíveis aumentos nos preços de produtos do dia a dia. Uma distribuidora de suco nos EUA já entrou na Justiça contra a medida, alegando risco de demissões.

🇲🇽 Paralelamente, o Brasil busca estreitar laços com o México para reduzir a dependência dos EUA e ampliar a cooperação comercial na América Latina.

🗣️ Pressão política e reação na OMC

A ofensiva brasileira no campo diplomático enfrenta obstáculos internos. Eduardo Bolsonaro, deputado e filho do ex-presidente, afirmou que vai usar sua influência na Casa Branca para impedir negociações com o governo Lula. Ele condiciona o diálogo à anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, tema que ainda gera tensão entre os dois lados do espectro político.

Na arena internacional, o Brasil reagiu com veemência na Organização Mundial do Comércio (OMC). Em discurso firme, o embaixador brasileiro Philip Gough classificou as tarifas como um “ataque sem precedentes ao sistema multilateral de comércio”, alertando que esse tipo de medida “é um atalho perigoso para a instabilidade e a guerra”.

🔍 Faltando poucos dias para a entrada em vigor da nova tarifa, o clima é de incerteza. O Brasil corre contra o tempo para tentar evitar o maior impacto comercial da década.

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