🇻🇪 Venezuela impõe novas taxas a produtos do Brasil e afeta exportações
🇻🇪 Venezuela impõe novas taxas a produtos do Brasil e afeta exportações
Exportadores de Roraima são os mais impactados pela taxação surpresa
A relação comercial entre Brasil e Venezuela foi abalada nos últimos dias após uma medida inesperada do governo venezuelano: a aplicação de novas taxas sobre produtos importados do Brasil, sem aviso prévio. A cobrança, em vigor desde 18 de julho, contraria o Acordo de Complementação Econômica nº 69, firmado em 2014, que garantia isenção tarifária à maior parte do comércio bilateral.
A denúncia foi feita pela Federação das Indústrias do Estado de Roraima, que apontou os prejuízos imediatos aos exportadores da região. Segundo dados da Câmara Venezuelana Brasileira de Comércio e Indústria de Roraima, mais de 70% das exportações do estado têm como destino o país vizinho.
🥫 Produtos mais afetados
Entre os itens que passaram a ser tarifados estão o açúcar e a margarina, que agora enfrentam uma taxa de 40%. Já a farinha de trigo passou a ser taxada em 20%. Além disso, empresas brasileiras enfrentam custos adicionais com 1% de serviços aduaneiros e 16% de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) aplicado pela Venezuela.
Empresários e transportadoras que atuam na fronteira foram surpreendidos, já que a medida não foi comunicada previamente. O aumento dos custos compromete a competitividade de produtos brasileiros no mercado venezuelano, especialmente para os pequenos e médios exportadores da região Norte.
🌐 Reação diplomática e busca por soluções
O Itamaraty, em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), afirmou estar apurando a natureza da cobrança e buscando restaurar a normalidade no comércio bilateral. A Embaixada do Brasil em Caracas já iniciou contatos com autoridades venezuelanas.
A Secretaria de Planejamento de Roraima também se manifestou, demonstrando preocupação com os impactos diretos sobre a economia estadual. “Qualquer medida que encareça os produtos brasileiros no mercado venezuelano afeta significativamente a competitividade das nossas mercadorias”, afirmou o governo estadual em nota.
Enquanto o impasse persiste, a Federação das Indústrias de Roraima segue em diálogo com representantes dos dois países, buscando alternativas diplomáticas e comerciais para reverter a situação. A crise revela a fragilidade de acordos que, mesmo firmados por tratados, ainda podem ser descumpridos unilateralmente, colocando em risco cadeias produtivas regionais e o equilíbrio de fronteiras comerciais estratégicas para o Brasil.
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