🇧🇷💼 Taurus reage ao tarifaço de Trump com plano estratégico bilionário nos EUA 🇺🇸🔫
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Diante da cobrança de 50% em tarifas sobre produtos brasileiros anunciada por Donald Trump, a Taurus — maior fabricante de armas de fogo do Brasil — se movimenta para minimizar os impactos da medida que pode afetar profundamente seus negócios. A empresa estuda transferir parte da produção do Rio Grande do Sul para sua unidade nos Estados Unidos, localizada na Geórgia, como resposta estratégica à pressão tarifária.
O CEO da Taurus, Salésio Nuhs, destacou que os Estados Unidos representam nada menos que 82% das exportações da companhia, sendo o mercado civil americano o principal destino dos armamentos. “Somos a empresa gaúcha mais dependente do mercado americano”, afirmou Nuhs em entrevista à CNN.
Em 2023, a Taurus faturou R$ 1,9 bilhão, com mais de 80% da produção direcionada à exportação. No mercado norte-americano, a fabricante brasileira detém cerca de 30% das vendas de pistolas com preço de até US$ 350.
Para amortecer os efeitos do tarifaço, a empresa adotou uma estratégia antecipada de formação de estoques nos EUA. Desde abril, quando Trump já sinalizava a adoção de medidas protecionistas, a Taurus armazenou pistolas suficientes na Geórgia para abastecer o mercado americano por até 90 dias, garantindo o fornecimento durante uma possível interrupção das exportações brasileiras.
Além disso, a empresa tem articulado politicamente nos Estados Unidos. Na semana passada, Bret Vorhees — CEO da subsidiária norte-americana — se reuniu com o vice-presidente J. D. Vance e representantes do Conselho de Segurança Nacional e do Departamento de Comércio, buscando uma possível exclusão das armas da lista de produtos que sofrerão as novas alíquotas.
No Brasil, a Taurus negocia com o governo estadual o adiantamento de créditos de ICMS para aliviar o caixa da empresa. “Estamos pedindo celeridade ao governador Eduardo Leite”, afirmou Nuhs. Ele também esteve em Brasília com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, pedindo apoio nas tratativas com os Estados Unidos.
A fabricante tem investido em tecnologia nacional, com uma fábrica de carregadores em Porto Alegre, 250 engenheiros próprios e parcerias com universidades para desenvolvimento de produtos com grafeno. Mesmo assim, o receio de prejuízos com as tarifas impostas por Trump leva a empresa a redobrar suas ações para garantir a continuidade do crescimento no exterior — principalmente em seu principal mercado.
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