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đŸŒđŸ”„ Na ONU, Lula acusa Israel de “genocĂ­dio” e defende Estado Palestino âœŠđŸ•Šïž

Lula acusa Israel de “genocĂ­dio” na ONU e pede apoio ao Estado Palestino đŸŒđŸ”„ #Palestina #ONU #linkezine

 

đŸŒđŸ”„ Na ONU, Lula acusa Israel de “genocĂ­dio” e defende Estado Palestino âœŠđŸ•Šïž

Durante a ConferĂȘncia Internacional de Alto NĂ­vel para a Solução PacĂ­fica da QuestĂŁo Palestina, realizada nesta segunda-feira (22) na sede das NaçÔes Unidas, em Nova York, o presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva fez um dos discursos mais contundentes de sua gestĂŁo. Lula acusou Israel de promover “genocĂ­dio” e “limpeza Ă©tnica” na Faixa de Gaza, cobrando maior ação da comunidade internacional para viabilizar a criação do Estado Palestino.

O lĂ­der brasileiro afirmou que os ataques israelenses nĂŁo apenas causam destruição imediata, mas buscam inviabilizar a soberania palestina: “Um Estado se assenta sobre trĂȘs pilares: territĂłrio, população e governo. Todos tĂȘm sido sistematicamente solapados no caso palestino.”

Apoio crescente ao Estado Palestino

A conferĂȘncia, convocada por França e ArĂĄbia Saudita, ganhou simbolismo extra apĂłs o anĂșncio do presidente francĂȘs Emmanuel Macron, que confirmou o reconhecimento oficial da Palestina pela França. Reino Unido, Portugal, AustrĂĄlia e CanadĂĄ tambĂ©m seguiram esse caminho, ampliando a pressĂŁo internacional sobre Israel.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, participou por videoconferĂȘncia e reforçou a urgĂȘncia do apoio mundial.

Críticas duras e comparaçÔes históricas

Lula classificou o conflito como “o maior exemplo do desmonte das organizaçÔes multilaterais”, criticando a paralisia do Conselho de Segurança da ONU diante de crises humanitĂĄrias. Embora tenha condenado os atos terroristas do Hamas, ressaltou que “o direito de defesa nĂŁo autoriza a matança indiscriminada de civis”.

Ele ainda evocou a histĂłria do Apartheid na África do Sul, sugerindo a criação de um comitĂȘ internacional semelhante ao que ajudou a pĂŽr fim ao regime de segregação racial nos anos 1990. “O que estĂĄ acontecendo em Gaza nĂŁo Ă© sĂł o extermĂ­nio do povo palestino, mas a tentativa de aniquilar seu sonho de nação. Tanto Israel quanto a Palestina tĂȘm o direito de existir.”

ReaçÔes imediatas

Em resposta, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu rejeitou qualquer possibilidade de reconhecer um Estado Palestino: “Nenhum Estado Palestino serĂĄ estabelecido a oeste do Rio JordĂŁo. Reconhecer isso Ă© recompensar o terrorismo.”

Entre discursos e tensĂ”es, a conferĂȘncia mostrou que o futuro da Palestina voltou ao centro do debate global — e que a busca por justiça e soberania continua a dividir a comunidade internacional.

 

 

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