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🌍✨ MASP mergulha em um futuro pós-catástrofe com Clarissa Tossin 🔥🌊

MASP recebe Clarissa Tossin em mostra imersiva sobre colapso ambiental 🌍🔥 #ArteContemporânea #CriseClimática #linkezine

 

🌍✨ MASP mergulha em um futuro pós-catástrofe com Clarissa Tossin 🔥🌊

Exposição imersiva retrata transtorno ambiental com mais de 40 obras

O MASP abre suas portas para um mergulho inquietante sem colapso ambiental. De 10 de outubro de 2025 a 1º de fevereiro de 2026 , o museu recebe a exposição Clarissa Tossin: ponto sem retorno , que reúne mais de 40 trabalhos da artista brasileira criados ao longo de duas décadas.

Não se trata apenas de observar arte: o público entra em um cenário pós-apocalíptico , onde obras feitas com resíduos, restos de enchentes e marcas de lama transformam o espaço em um retrato vivo de um planeta em crise.

“A sensação é a de que o museu alagou e montamos a mostra com aquilo que sobrou para expor”, descreve o curador Guilherme Giufrida, ressaltando o caráter imersivo da experiência.

Arte como testemunho do colapso

Natural de Porto Alegre e residente em Los Angeles, Tossin cria trabalhos que dialogam tanto com desastres climáticos no Brasil quanto nos Estados Unidos. Entre as obras, está Volume Morto (2025) , produzido com tinta feita de terras retiradas de regiões gaúchas devastadas pelas enchentes de 2024. A intervenção refere-se não só à tragédia do Sul, mas também aos rastros de Mariana (2015) e Brumadinho (2019).

Outro destaque é a instalação Death by Heat Wave (2021) , que apresenta galhos e troncos de uma árvore morta por onda de calor na França, espalhados pelo chão como vestígios de um futuro sombrio.

“São obras fantasmagóricas, resquícios de paisagens pós-humanas, fósseis do futuro”, completa Giufrida.

Arte, exploração e consumo

A exposição ainda traçou paralelos entre a exploração colonial das Américas e a atual corrida espacial, misturando mapas históricos, imagens de telescópio e embalagens da Amazônia. Um lembrete poético e doloroso de como o consumo de massa e a exploração desenfreada moldam não apenas o presente, mas também a imaginação do futuro.

Com curadoria de Adriano Pedrosa e Guilherme Giufrida, a mostra propõe um convite à reflexão: como criar novos mundos quando o atual parece se esgotar?

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