🎨 “Retratos Relatos”: últimos dias da mostra de Panmela Castro em Paris
Exposição na Temporada Brasil-França celebra o legado de mulheres negras
🎨 “Retratos Relatos”: últimos dias da mostra de Panmela Castro em Paris
Exposição na Temporada Brasil-França celebra o legado de mulheres negras
As paredes brancas do espaço cultural Les Jardiniers, em Montrouge, ganharam cor e memória com as telas da artista Panmela Castro. A exposição “Retratos Relatos: Revisitando a História”, que encerra nesta sexta-feira (31), faz parte da Temporada Brasil-França 2025 e reúne 15 pinturas inéditas dedicadas a mulheres negras do Brasil, da França e do Senegal — protagonistas de uma história que o tempo tentou apagar, mas que a arte insiste em recontar.
Com curadoria da historiadora Maybel Sulamita, a mostra propõe um diálogo entre o passado e o presente. Nas telas, aparecem Lélia Gonzalez e Carolina Maria de Jesus, ícones da luta antirracista brasileira; a cineasta Safi Faye, pioneira no cinema senegalês; e a lendária cantora Josephine Baker, símbolo da resistência cultural francesa. Cada retrato é acompanhado de textos biográficos que iluminam a trajetória e o legado dessas mulheres.
“Retratos Relatos surgiu das histórias que as mulheres contavam para mim”, explica Panmela. “Agora, revisito aquelas que já se foram, mas que continuam vivas em suas ideias.”
Durante a mostra, a artista realizou uma residência artística no local, transformando o espaço em um ateliê aberto. O público pôde acompanhar a criação de novas obras, como o retrato da cientista senegalesa Rose Dieng-Kuntz, da médica Alice Mathieu-Dubois e da defensora dos direitos humanos Alessandra Makkeda.
Para a curadora, escolher apenas 15 mulheres foi um desafio. “Cada uma delas representa uma forma de resistência. São vozes que, ao se entrelaçarem, nos fazem pensar em quantas outras ainda esperam reconhecimento”, afirma Maybel.
A exposição reflete o conceito do Atlântico Negro, de Paul Gilroy, promovendo um encontro entre culturas e memórias que atravessam oceanos. “Escolher o retrato como linguagem é um ato político”, completa a curadora. “Panmela devolve centralidade às mulheres negras, tornando a arte um espaço de reexistência.”
Reconhecida por sua atuação entre arte e direitos humanos, Panmela Castro é fundadora da Rede NAMI, que há 15 anos promove o empoderamento feminino por meio da arte urbana. Suas obras integram acervos do MASP e da Pinacoteca, e a artista já foi laureada com o DVF Awards e o título de Young Global Leader pelo Fórum Econômico Mundial.
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✨ Últimos dias para visitar “Retratos Relatos”, de Panmela Castro, em Paris! A exposição, parte da Temporada Brasil-França 2025, reúne retratos de mulheres negras que transformaram a história com coragem, arte e resistência. Uma celebração da memória e do poder feminino afro-atlântico. #PanmelaCastro #ArteAfro #TemporadaBrasilFrança #Linkezine


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