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Jéssica Dorneles analisa como o “jeitinho brasileiro” se tornou uma competência criativa admirada globalmente e destaca o novo perfil do artista nacional.

Atriz e autora Jéssica Dorneles revela como o improviso virou competência criativa admirada no exterior.

Jéssica Dorneles mostra como o talento plural dos artistas brasileiros virou vantagem competitiva global. #Linkezine 🎭

🌎✨ Do jeitinho à versatilidade: talento brasileiro conquista o mundo

Atriz e autora Jéssica Dorneles revela como o improviso virou competência criativa admirada no exterior.

O “jeitinho brasileiro”, por muito tempo associado ao improviso e à gambiarra, ganha agora um novo significado — e status internacional. A atriz, autora e pesquisadora Jéssica Dorneles acaba de lançar o estudo “Do jeitinho à versatilidade: como a multicarreira no Brasil prepara artistas para o mercado americano”, publicado na revista Inter-Ação (v.50, n.2, 2025). A pesquisa propõe um olhar provocador: aquilo que um dia foi visto como falta de estrutura é, na verdade, um exercício de genialidade criativa.

Baseando-se em autores como Pierre Bourdieu, Paulo Freire e Anthony Giddens, Dorneles traça uma análise que vai do campo teórico às vivências reais dos artistas brasileiros. O estudo destaca que a chamada multicarreira — ser ator, roteirista, produtor, comunicador e gestor de si mesmo — não é mero resultado da escassez, mas uma estratégia de reinvenção e resistência cultural.

“O ‘jeitinho’ deixou de ser sinônimo de improviso e virou uma competência criativa que o mundo admira. É inteligência emocional, é resiliência com propósito”, afirma Jéssica Dorneles.

A autora destaca que essa capacidade de adaptação e criação em meio à instabilidade é justamente o que diferencia o artista brasileiro em mercados competitivos como o dos Estados Unidos. Nomes como Rodrigo Santoro, Wagner Moura e Alice Braga aparecem no estudo como exemplos de artistas que transformaram a diversidade de papéis e experiências em marca global.

Dorneles reforça que a formação artística no Brasil, plural e intuitiva, gera profissionais de alta performance — e com uma carga emocional e criativa difícil de replicar. “Enquanto lá fora chamam isso de soft skill, aqui chamamos de identidade. É o poder de transformar desafios em expressão”, conclui.

Mais que um trabalho acadêmico, o artigo de Jéssica é um manifesto sobre a potência da arte brasileira e uma defesa das formações híbridas e não formais que moldam o DNA criativo nacional. O talento, afinal, é múltiplo — e o Brasil segue exportando a sua melhor versão: a da versatilidade com alma.

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