✨ Ana Maria Gonçalves entra na ABL com fardão “portelense” e o poder de abrir caminhos
Primeira mulher negra na Academia Brasileira de Letras, autora de “Um defeito de cor” transforma posse em ato de memória e representatividade.
✨ Ana Maria Gonçalves entra na ABL com fardão “portelense” e o poder de abrir caminhos
Primeira mulher negra na Academia Brasileira de Letras, autora de “Um defeito de cor” transforma posse em ato de memória e representatividade.
Em uma noite marcada por emoção, ancestralidade e recomeços, Ana Maria Gonçalves tornou-se, nesta sexta-feira (7), a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL). Aos 54 anos, a autora de Um defeito de cor assume a cadeira 33, sucedendo o filólogo Evanildo Bechara, e inscreve seu nome na história da literatura e da representatividade brasileira.
A cerimônia, realizada na sede da ABL, no Rio de Janeiro, ganhou contornos simbólicos. O tradicional fardão usado pelos imortais foi confeccionado por artesãos da escola de samba Portela, em uma parceria inédita que uniu a alta literatura ao coração da cultura popular. O gesto, segundo Ana, é um tributo aos artistas que, dentro dos barracões, constroem identidades e sonhos. “Quis levar para a escola de samba o que antes era privilégio de poucos. A Portela deu visibilidade a Um defeito de cor como nenhum evento literário fez”, disse.
Durante o discurso, a escritora fez uma reflexão contundente: “Por que demoramos 128 anos para chegar até aqui? Espero que esta porta não se feche e que muitas outras mulheres negras possam atravessá-la.”
Convidada a saudar a nova imortal, a historiadora Lilia Schwarcz destacou a atualidade da obra-prima de Gonçalves, que revisita a história da escravidão sob o olhar feminino e negro. “Kehinde é uma mãe brasileira que ainda luta e chora. É símbolo de tantas outras que seguem resistindo”, afirmou, emocionada.
Entre os aplausos mais calorosos da noite, estava o de Conceição Evaristo, cuja candidatura simbólica à ABL, em 2018, provocou o debate que pavimentou o caminho para esta conquista. “A candidatura de Conceição foi um espelho. Hoje, refletimos um país mais plural, mais verdadeiro”, disse Ana.
Para o presidente da ABL, Merval Pereira, a chegada da escritora é “um marco de diversidade e uma celebração da literatura que fala todas as vozes do Brasil”.
A festa, que reuniu intelectuais, artistas e representantes do movimento negro, consagrou não apenas uma posse, mas um ato de reparação histórica — o início de uma nova página nas letras brasileiras.
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