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💬🎓 “Livres para Sonhar?”: pesquisa revela impacto da violĂȘncia de gĂȘnero nas escolas brasileiras

Estudo da Serenas mostra como a violĂȘncia baseada em gĂȘnero afeta meninas e jovens LGBTQIA+ no ambiente escolar e propĂ”e caminhos para enfrentamento.

Estudo da Serenas expĂ”e a urgĂȘncia de enfrentar a violĂȘncia de gĂȘnero no ambiente escolar. ✊ #Linkezine

💬🎓 “Livres para Sonhar?”: pesquisa revela impacto da violĂȘncia de gĂȘnero nas escolas brasileiras

Estudo da Serenas mostra como a violĂȘncia baseada em gĂȘnero afeta meninas e jovens LGBTQIA+ no ambiente escolar e propĂ”e caminhos para enfrentamento.

A escola, espaço que deveria representar acolhimento, aprendizado e liberdade, ainda Ă© cenĂĄrio de medo e silenciamento para muitas meninas e jovens LGBTQIA+. Essa Ă© a principal conclusĂŁo da pesquisa “Livres para Sonhar? PercepçÔes da comunidade escolar sobre violĂȘncia contra meninas”, lançada pela organização Serenas nesta segunda-feira (3), em evento no Museu da LĂ­ngua Portuguesa, em SĂŁo Paulo.

O estudo, inĂ©dito no Brasil, traça um panorama da violĂȘncia baseada em gĂȘnero (VBG) dentro das escolas e busca compreender como gestores, professores e estudantes percebem e respondem a situaçÔes de discriminação e abuso. Realizada em parceria com a Plano CDE e apoio do Instituto Beja, Instituto Machado Meyer e Nova Escola, a pesquisa ouviu mais de 1.400 pessoas em todo o paĂ­s, combinando entrevistas, grupos focais e questionĂĄrios online.

Durante a apresentação, Amanda Sadalla, cofundadora da Serenas, destacou que o tĂ­tulo da pesquisa reflete um ideal de liberdade ainda distante: “Meninas sĂł serĂŁo livres para sonhar quando estiverem livres da violĂȘncia que acontece justamente onde deveriam se sentir seguras: nas escolas.”

Os nĂșmeros reforçam a urgĂȘncia do tema. 23% dos professores relatam ser comum ver alunos sexualizando meninas por conta da roupa ou comportamento; 42% testemunharam toques sem consentimento e 81% presenciaram agressĂ”es verbais contra estudantes LGBTQIA+. O problema, segundo o levantamento, tambĂ©m envolve docentes — 15% dos entrevistados afirmaram conhecer casos de assĂ©dio sexual cometidos por professores.

Para Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta, o estudo tem papel fundamental na formulação de polĂ­ticas pĂșblicas: “A percepção sem dados nĂŁo muda a realidade. Essa pesquisa dĂĄ base concreta para cobrar ação e responsabilização.”

O psicĂłlogo e educador MĂĄrio Augusto complementou: “A liberdade sĂł existe quando meninas e adolescentes tĂȘm espaço de fala e escuta segura. A escola precisa ser esse lugar.”

Apesar da gravidade dos casos, apenas um terço das escolas realiza palestras ou seminårios sobre o tema. Mesmo assim, 99% dos professores acreditam que é papel da escola prevenir a VBG, e 77% pedem mais capacitação.

Mais do que nĂșmeros, a pesquisa evidencia um chamado Ă  ação: falar sobre violĂȘncia Ă© o primeiro passo para transformĂĄ-la em histĂłria superada.

🚾 Meninas e jovens LGBTQIA+ ainda sofrem violĂȘncia onde deveriam se sentir seguras: nas escolas. Pesquisa da Serenas revela dados alarmantes e pede ação. 💬  #ViolĂȘnciaDeGĂȘnero #EducaçãoComRespeito #IgualdadeNasEscolas #EquidadeDeGĂȘnero

 

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