Linkezine entrevista: Vanessa Duarte Uma liderança que fortalece a governança pública na Amazônia
A trajetória de uma liderança que fortalece a governança amazônica.
Linkezine entrevista: Vanessa Duarte
Uma liderança que fortalece a governança pública na Amazônia
A Linkezine entrevista a Diretora Executiva do Consórcio da Amazônia Legal, profissional com ampla experiência em relações interestaduais, gestão institucional e orçamento público. Ao longo de mais de 20 anos, Vanessa Duarte atuou na elaboração e execução de projetos estratégicos, análise de políticas públicas, captação de recursos e advocacy em diferentes frentes governamentais.
Especialista em Direito Administrativo, ela se destaca pela sólida atuação em compras, contratos e gestão de pessoas — competências exercidas também em contextos internacionais. Consultora, palestrante e professora, Vanessa mantém colaboração constante com escolas de governo na Amazônia, contribuindo para a formação de gestores e para o fortalecimento das instituições públicas da região.
Com vocês, Vanessa Duarte.
Vanessa Duarte : O diagnóstico demonstra que os estados já vêm ampliando a cooperação entre instituições e entre diferentes níveis de governo. Há operações conjuntas conduzidas pelas Polícias Civis e Militares, pelos órgãos ambientais estaduais e, em muitos casos, em parceria com órgãos federais como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Iniciativas como o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais (PPCDAP), no Amapá, ou a Força-Tarefa Amazônia Segura, no Pará, mostram como prevenção, inteligência e fiscalização têm sido articuladas. O Consórcio da Amazônia Legal tem sido o espaço institucional que conecta esses esforços e transforma cooperação em estratégia regional.
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Quais são os principais desafios estruturais e operacionais mapeados no estudo que dificultam a atuação das forças de segurança nos estados amazônicos?
Vanessa Duarte : O estudo confirma que o principal desafio é o próprio território amazônico: uma região extensa, diversa e de difícil acesso. Isso exige estruturas logísticas robustas, equipes especializadas e tecnologias avançadas de monitoramento. O diagnóstico aponta áreas prioritárias para investimentos, como ampliação da presença territorial, fortalecimento das delegacias ambientais, melhoria da frota de embarcações e aeronaves e expansão de ferramentas de inteligência e georreferenciamento. Em vez de enfocar limitações, o estudo nos oferece um guia claro de onde avançar de forma estratégica e cooperada.
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Quais boas práticas, estratégias regionais de prevenção e iniciativas de fiscalização e inteligência se destacam como mais eficazes no combate aos crimes ambientais na Amazônia?


Entrevista informativa