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🔥 Resíduo radioativo trava desmonte da 1ª mina de urânio do Brasil ⚠️💥

Torta II impede avanço do descomissionamento e reacende debate ambiental.

O impasse da Torta II mantém travado o desmonte da mina de urânio de Caldas. #Linkezine ☢️

🔥 Resíduo radioativo trava desmonte da 1ª mina de urânio do Brasil ⚠️💥

Torta II impede avanço do descomissionamento e reacende debate ambiental.

Trinta anos após o encerramento das operações, a primeira mina de urânio do Brasil, localizada em Caldas (MG), aguarda uma solução que permita, enfim, iniciar seu desmonte definitivo. A licença emitida pelo Ibama no início deste ano autorizou a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) a avançar com o descomissionamento, mas um obstáculo persiste: o destino das 11.334 toneladas de Torta II, um resíduo radioativo que se tornou o principal entrave ambiental da região.

A mina, que foi responsável nos anos 1980 pela produção de 1,5 mil toneladas de concentrado de urânio utilizado em Angra I, carrega hoje uma herança menos gloriosa. A Torta II — resultado do processamento químico da monazita na antiga Nuclemon, em São Paulo — chegou a Caldas nos anos 1990 e desde então gera preocupação na comunidade local. Com 50% de tório e cerca de 1% de urânio, o material ainda possui valor potencial, caso haja interesse governamental em seu reaproveitamento, como explica Alexandre Oliveira, tecnologista da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN).

Espalhado em tambores, bombonas e silos de concreto semienterrados, o resíduo passou por reforços estruturais nos últimos anos. Ainda assim, moradores relatam insegurança diante de um passivo que sequer foi gerado na cidade. Ambientalistas destacam que Caldas não estava preparada para receber um material com características tão distintas da mineração de urânio original. A proximidade com rios, córregos e uma Área de Proteção Ambiental intensifica a inquietação.

A INB afirma cumprir todas as exigências e avalia alternativas para o destino do resíduo, como venda ou envio para instalações licenciadas. No entanto, a discussão não se restringe ao sul de Minas. A falta de espaços adequados para armazenamento de rejeitos radioativos é um problema global. A professora Nelcy Della Santina Mohallem, da UFMG, lembra que o Brasil ainda busca um local definitivo para descartar resíduos nucleares — um debate que se arrasta desde 1982.

Outros países também enfrentam dilemas semelhantes. A Finlândia inaugurou o primeiro depósito geológico profundo permanente; a Alemanha procura um local para instalá-lo até 2031; e os Estados Unidos convivem com toneladas de rejeitos dispersos, enquanto o impasse jurídico sobre Yucca Mountain segue sem solução.

Enquanto isso, em Caldas, o futuro da mina depende de um único ponto: dar destino seguro a uma herança radioativa que o tempo não conseguiu apagar.

A Torta II ainda impede o desmonte da primeira mina de urânio do Brasil. Uma herança radioativa que reacende o debate sobre segurança e destino de rejeitos. ☢️🌍  #EnergiaNuclear #MeioAmbiente #CaldasMG #CriseRadioativa

 

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