🌿🎨 Minerva Cuevas provoca debate sobre ecologia social em nova mostra no MASP
Exposição reúne 42 obras que conectam arte, ambiente e crítica ao sistema
🌿🎨 Minerva Cuevas provoca debate sobre ecologia social em nova mostra no MASP
Exposição reúne 42 obras que conectam arte, ambiente e crítica ao sistema
O MASP encerra seu ciclo dedicado às Histórias da Ecologia com uma mostra de fôlego: Minerva Cuevas: ecologia social, a maior exposição individual da artista conceitual mexicana no Brasil. Reunindo 42 obras em diferentes suportes — de instalações a pinturas mergulhadas em piche — a mostra traz à tona as relações complexas entre ambiente, economia e poder.
Cuevas, reconhecida por seu trabalho crítico sobre os efeitos do capitalismo, propõe um olhar contundente para o impacto industrial sobre o planeta. Em Understorm (2022), uma pintura garimpada é submersa em chapopote, material que escorre pelas bordas da tela numa alusão direta aos derramamentos de petróleo que assolam mares e populações costeiras. O piche, porém, carrega também significados ancestrais, usados por comunidades pré-hispânicas tanto em rituais quanto na impermeabilização de cerâmicas — um contraste que reforça o choque entre tradição e exploração moderna.
Com curadoria de André Mesquita e assistência de Daniela Rodrigues, a exposição expande o debate sobre ecologia, deslocando-o da esfera científica para o campo social. Mesquita aponta que “não superaremos a crise ecológica vivendo numa sociedade hierárquica”, destacando o papel da arte como provocadora de reflexões essenciais sobre nossos hábitos e valores.
As obras que abordam o cacau estão entre os destaques. Em Feast (2015), o chocolate é transformado em ferramenta narrativa para discutir sua origem ritual mesoamericana e os desdobramentos coloniais que o transformaram em commodity global. A artista investiga o produto tanto como moeda ancestral quanto como símbolo contemporâneo de disputas territoriais em regiões mexicanas marcadas também pela exploração petrolífera. Já To Rebel (2015) desmonta a embalagem de um chocolate para revelar como o consumo massificado esconde histórias de desigualdade e apropriação.
Outra vertente do trabalho de Cuevas revisita logos corporativos e campanhas publicitárias para desestabilizar discursos de valor e propriedade. Em Égalité (2001), garrafas d’água são distribuídas gratuitamente ao público, questionando a mercantilização de um recurso vital. A ação inverte a lógica do mercado, expondo o absurdo de transformar necessidades básicas em artigos de luxo.
Ao atravessar temas como indústria, ancestralidade, consumo e território, a exposição reafirma Minerva Cuevas como uma das vozes mais urgentes da arte contemporânea latino-americana. No MASP, sua obra convida o visitante a refletir sobre a ecologia não como ciência isolada, mas como um campo de disputas sociais que molda vidas, corpos e futuros.
Minerva Cuevas ocupa o MASP com uma mostra potente sobre ecologia, consumo e poder. Arte que instiga, provoca e transforma. 🌱✨ #ArteContemporanea #MASP #EcologiaSocial #MinervaCuevas
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