Governo Trump endurece discurso e pede pena máxima para suspeito de ataque 🔥🇺🇸
Caso reacende debate sobre imigração, segurança nacional e política antiterrorismo nos EUA.
Governo Trump endurece discurso e pede pena máxima para suspeito de ataque 🔥🇺🇸
Caso reacende debate sobre imigração, segurança nacional e política antiterrorismo nos EUA.
Na manhã desta quinta-feira (27), o governo dos Estados Unidos adotou um dos posicionamentos mais rígidos desde o início da nova gestão Trump. Em entrevista à Fox News, a procuradora-geral Pam Bondi afirmou que o país defenderá a pena de morte para Rahmanullah Lakanwal, afegão de 29 anos acusado de atacar dois membros da Guarda Nacional em Washington, na véspera do Dia de Ação de Graças. Caso a execução não seja juridicamente possível, Bondi confirmou que o governo irá buscar prisão perpétua com agravante de terrorismo.
A declaração, feita em tom categórico, ampliou a tensão política em torno do episódio, classificado pelas autoridades como uma “emboscada” direcionada aos militares mobilizados para reforçar a segurança da capital. Os dois agentes feridos passaram por cirurgia e sobreviveram, mas o estado de saúde permanece sob sigilo a pedido das famílias.
O ataque reacendeu debates sobre imigração e controle fronteiriço. Lakanwal entrou no país em 2021, sob o programa Operation Allies Welcome, após a queda de Cabul. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou nas redes sociais que ele teria sido admitido “sem verificação adequada”, reforçando o discurso de que políticas de imigração anteriores colocaram a segurança nacional em risco. Segundo a CNN americana, o pedido formal de asilo do suspeito foi aprovado em abril deste ano.
Em resposta imediata, o governo Trump anunciou a suspensão indefinida dos pedidos de imigração de cidadãos afegãos, alegando necessidade de revisão total dos processos. O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA justificou a medida com a “prioridade absoluta” de proteger o território e a população norte-americana.
A área de segurança também entrou em alerta. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, informou o envio de 500 novos soldados da Guarda Nacional a Washington, reforçando o contingente que já soma mais de 2 mil militares. A ordem parte diretamente da Casa Branca, após o presidente afirmar que o crime estaria “fora de controle”, contrariando dados oficiais.
A prefeita de Washington, Muriel Bowser, classificou o caso como um “tiroteio direcionado”. A polícia confirmou que não há outros suspeitos, e que o atirador foi detido gravemente ferido.
Enquanto as investigações avançam, o episódio promete alimentar debates sobre terrorismo doméstico, políticas migratórias e a estratégia de segurança adotada para a nova fase do governo.
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