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📸🔥 Araquém Alcântara lança obra-manifesto e transforma 50 anos de luz em alerta para o Brasil

Novo livro reúne 220 imagens que cruzam beleza, devastação e resistência na fotografia ambiental.

Livro celebra 50 anos do olhar de Araquém, entre luz, luta e denúncia ambiental. #Linkezine 📸

📸🔥 Araquém Alcântara lança obra-manifesto e transforma 50 anos de luz em alerta para o Brasil

Novo livro reúne 220 imagens que cruzam beleza, devastação e resistência na fotografia ambiental.

Aos 74 anos, Araquém Alcântara chega ao lançamento de Araquém Alcântara: 50 anos de fotografia como quem revisita a própria alma. Reconhecido como um dos pioneiros da fotografia de meio ambiente no Brasil, o artista celebra cinco décadas de caminhada com um livro monumental — mais de 500 páginas e 220 imagens — que funciona como um manifesto visual entre epifanias, paisagens e ruínas provocadas pela ação humana.

A obra, apresentada ao público no dia 3 de dezembro, em São Paulo, traça uma travessia que começa no litoral paulista dos anos 1970, quando Araquém registrava prostitutas, estivadores e marinheiros no cais de Santos, e avança até os retratos mais recentes das queimadas no Pantanal e na Amazônia. É um percurso que traduz a metamorfose do repórter para o “andarilho da luz”, como descreve o curador Eder Chiodetto, responsável por contextualizar a coleção de imagens que revelam tanto a beleza da natureza quanto o horror da destruição.

Primeiro fotógrafo a registrar todos os parques nacionais brasileiros, Araquém construiu um acervo que ultrapassa 500 mil imagens — um patrimônio visual da biodiversidade brasileira. Seus olhos já documentaram a Mata Atlântica, a Caatinga, o Cerrado, o Pantanal, os Pampas e a Amazônia. “Só na Amazônia, estive mais de 100 vezes desde 1971”, lembra ele, reforçando que sua jornada sempre foi movida pela devoção à luz, à paisagem e à consciência ambiental.

Um dos momentos mais simbólicos do livro é a fotografia de capa: Manoel Alcântara, pai do fotógrafo, protestando contra a instalação de usinas nucleares na Juréia, em 1980. O registro, que se tornou ícone da crítica à política energética da época, marca a transição de Araquém para um artista de combate. Ali, segundo Chiodetto, “consolidou-se o caminho de dedicar toda sua energia a uma causa que parece fadada ao fracasso, mas ainda ecoa nas elipses do tempo”.

O livro também revisita tragédias ambientais, como a poluição em Cubatão e o avanço da devastação florestal, reforçando a dimensão ética e poética da obra. Em suas palavras: “Minhas fotos são um canto de amor à natureza e ao povo brasileiro.”

Inspirado por Grande Sertão: Veredas, Araquém traz o espírito rosiano ao olhar: esperança e desespero coexistem, mas a esperança sempre resiste — ainda que frágil, ainda que ferida.

Araquém Alcântara celebra 50 anos de fotografia com um livro-manifesto que revela a beleza e o horror da natureza brasileira — um grito em defesa da vida.  #FotografiaBrasileira #MeioAmbiente #AraquémAlcântara #ArteQueResiste

 

 

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