“Manguezal” estreia no Museu do Jardim Botânico e une arte, ciência e biodiversidade 🌿🔥
Instalação inédita apresenta escultura italiana em diálogo com Burle Marx e pesquisa ambiental.
“Manguezal” estreia no Museu do Jardim Botânico e une arte, ciência e biodiversidade 🌿🔥
Instalação inédita apresenta escultura italiana em diálogo com Burle Marx e pesquisa ambiental.
A manhã deste sábado (6) marca um encontro raro entre arte contemporânea, memória botânica e urgência ambiental. Às 10h30, o Museu do Jardim Botânico inaugura “Manguezal”, instalação que apresenta ao público carioca a escultura Radici di Mangrovia, criação dos artistas italianos Mariagrazia Abbaldo e Paolo Albertelli. A obra, inédita no Rio, desembarca após sua participação na exposição “Natureza Transformada”, realizada na Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte, e agora passa a integrar o acervo do Museu por meio de doação ao IDG.
No novo espaço expositivo, a escultura em aço corten — com suas formas entrelaçadas evocando raízes que sustentam vida, resistem ao tempo e retêm memória — ganha companhia de “Mangue I”, quadro de Roberto Burle Marx, e de uma videoinstalação dedicada à importância ambiental desse ecossistema costeiro. A curadoria constrói um diálogo sensível entre arte e ciência, transformando o manguezal em narrativa, paisagem e reflexão.
Para Daniela Alfonsi, diretora de museologia do IDG, a instalação reforça o compromisso do Museu com a divulgação da biodiversidade brasileira: “Celebramos a união entre arte e ciência para evidenciar a relevância do manguezal na proteção da vida marinha”. A mensagem ecoa no próprio material da obra: o aço corten, resistente e duradouro, torna-se metáfora da permanência, acompanhando o tempo sem perder identidade — assim como os mangues, que protegem, filtram e sustentam ecossistemas inteiros.
A parceria entre o Museu do Jardim Botânico e a Casa Fiat de Cultura revela uma ponte cultural ativa. Massimo Cavallo, presidente da Casa Fiat, destaca que a doação fortalece o intercâmbio Brasil–Itália e reafirma o papel das instituições na valorização de temas urgentes, como preservação ambiental e memória coletiva. A atual instalação, afirma, prolonga esse diálogo ao integrar-se com a paisagem viva do Museu.
O manguezal, berçário natural de centenas de espécies, protege comunidades costeiras de eventos climáticos extremos e sequestra grandes volumes de carbono azul — quatro vezes mais do que a floresta tropical. A diretora Marinez Siqueira lembra que o Brasil abriga o maior cinturão contínuo desse ecossistema, essencial também para populações tradicionais que dele dependem para sobreviver.
Com “Manguezal”, o Museu reafirma sua proposta de educação ambiental, conectando arte, ciência e cultura para sensibilizar o público sobre a conservação da flora brasileira.
O Museu do Jardim Botânico abre “Manguezal”, instalação que une arte, ciência e a força simbólica das raízes que protegem a vida marinha. Uma experiência para sentir e refletir.
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