⚖️🔥 Justiça mantém preso soldado que confessou feminicídio de cabo do Exército em Brasília
Decisão cita gravidade do crime e risco à ordem e à disciplina militar.
⚖️🔥 Justiça mantém preso soldado que confessou feminicídio de cabo do Exército em Brasília
Decisão cita gravidade do crime e risco à ordem e à disciplina militar.
A manhã deste sábado (6) trouxe um novo capítulo para um caso que abalou o Setor Militar Urbano, em Brasília. A Justiça Militar da União converteu em preventiva a prisão do soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, que confessou ter assassinado a cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, dentro do estúdio da fanfarra do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas. O crime, ocorrido na tarde de sexta-feira (5), foi seguido de incêndio no local e tentativa de ocultação de provas, segundo as investigações.
A decisão, assinada pelo juiz federal Frederico Magno De Melo Veras, sustenta que a liberdade do investigado ofereceria risco à ordem pública e à hierarquia militar. O magistrado destacou que há “fortes indícios de materialidade e autoria”, reforçados não apenas pela confissão do soldado, mas também pelo conjunto de evidências reunidas pela polícia e pela Justiça Militar. A defesa alegou legítima defesa e solicitou liberdade provisória, mas o pedido foi rejeitado. O juiz determinou ainda a inclusão do soldado no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.
De acordo com a apuração policial, o crime teria sido cometido após um desentendimento entre os dois militares. Silva confessou que golpeou a cabo no pescoço com uma faca e, em seguida, jogou álcool no ambiente para incendiar o local. O corpo da vítima foi encontrado carbonizado pelos bombeiros, chamados para conter o fogo no estúdio da fanfarra. A investigação aponta que o soldado também furtou a pistola 9 mm de uso funcional da cabo, descartando-a depois em um bueiro no Paranoá, onde morava.
A versão apresentada pelo militar — de que teria agido para se defender após supostamente ser ameaçado — foi contestada por familiares da vítima e por testemunhas que relataram à Justiça Militar não haver qualquer tipo de relacionamento entre os dois. A cabo Freire Matos servia havia apenas cinco meses, era saxofonista da fanfarra e descrita por colegas como dedicada e disciplinada.
Além do feminicídio, Silva deve responder por incêndio, furto de arma de fogo e fraude processual. A repercussão do caso reacendeu debates sobre violência contra mulheres nas Forças Armadas e expôs fragilidades internas na prevenção e no monitoramento de conflitos entre militares.
Com a prisão preventiva decretada, o soldado permanece à disposição da Justiça enquanto o processo segue em andamento.
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