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🎯📢🔥 Estigma e desigualdade ainda travam o combate às ISTs no Brasil

Especialista alerta: prevenção só avança com acesso, informação e diálogo sem tabu

Sem acesso e diálogo, o combate às ISTs não avança, alerta especialista. #Linkezine ❤️

🎯📢🔥 Estigma e desigualdade ainda travam o combate às ISTs no Brasil

Especialista alerta: prevenção só avança com acesso, informação e diálogo sem tabu

Em pleno Dezembro Vermelho, campanha que mobiliza o país contra o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), um desafio antigo insiste em permanecer atual: a desigualdade no acesso à prevenção e o estigma que afasta pessoas do cuidado. Os dados mostram que jovens entre 15 e 34 anos concentram as maiores taxas de novas infecções, enquanto sífilis e gonorreia seguem em crescimento, especialmente nas periferias e fora dos grandes centros urbanos.

Para a ginecologista Jéssica Pâmela Pereira Chambarelli, parceira da SegMedic, o enfrentamento desse cenário passa, antes de tudo, pela democratização do cuidado. Ampliar a cobertura da PrEP e da PEP, segundo ela, exige ir além das estruturas tradicionais de saúde. “Levar prevenção aonde as pessoas estão é essencial. Unidades básicas fortalecidas, ações móveis, teleatendimento e campanhas locais fazem a diferença”, destaca.

O estigma segue como um dos maiores entraves. O medo do julgamento ainda impede muitas pessoas de buscar testagem, iniciar tratamentos ou manter o acompanhamento médico. Consultas acolhedoras, linguagem simples e continuidade no cuidado são estratégias fundamentais para reduzir o abandono e criar vínculos de confiança. Para Chambarelli, normalizar o diálogo sobre sexualidade e prevenção é tão importante quanto oferecer medicamentos.

Entre os jovens, grupo mais impactado pelas ISTs, a comunicação precisa se reinventar. Campanhas longas e institucionais já não funcionam sozinhas. A aposta está em conteúdos curtos, visuais e adaptados às redes sociais, com apoio de influenciadores e informações práticas sobre onde e como acessar serviços. A testagem precisa caber na rotina: horários estendidos, ações itinerantes e maior oferta de autotestes ajudam a quebrar barreiras logísticas e simbólicas.

Nos últimos anos, avanços importantes já se consolidaram. A ampliação da PrEP no SUS, a distribuição de autotestes e a disseminação do conceito I=I (Indetectável = Intransmissível) transformaram a forma de encarar o HIV, aproximando prevenção, diagnóstico e qualidade de vida. Para o futuro, a especialista aponta para vacinas em desenvolvimento, terapias de longa duração e testes cada vez mais integrados ao cotidiano. “A tecnologia existe. O desafio é garantir que ela chegue a todos”, afirma.

Em um contexto em que o preconceito ainda pesa mais do que a informação, a mensagem do Dezembro Vermelho é direta: testar é um ato de cuidado, não de culpa. As ISTs seguem presentes, mas com políticas públicas ativas, comunicação sem tabu e acesso real à prevenção, é possível agir cedo, com autonomia e proteção.

 

Dezembro Vermelho expõe um desafio atual: informação e acesso ainda não chegam a todos no combate às ISTs.  #DezembroVermelho #SaúdeSexual #Prevenção #InformaçãoSemTabu

 

 

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