🎯📢 Deputada Lucinha vira ré em investigação sobre milícia no Rio de Janeiro
🔥 Tribunal aceita denúncia e reacende debate sobre crime organizado e política
A política fluminense voltou ao centro de uma discussão sensível nesta semana. Por maioria de votos — 12 a 8 —, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou ré a deputada estadual Lucinha (PSD), suspeita de envolvimento com uma milícia que atua na Zona Oeste da capital. A decisão marca um novo capítulo em um caso que mistura poder político, segurança pública e crime organizado.
Além da parlamentar, também passou à condição de ré a ex-assessora Ariane Afonso Lima. Ambas são acusadas de ligação com o grupo conhecido como “Bonde do Zinho”, também chamado de “Família Braga”, organização paramilitar liderada por Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, um dos nomes mais conhecidos do cenário miliciano do estado.
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, Lucinha teria atuado como braço político da milícia. As investigações apontam que quebras de sigilos telefônicos e telemáticos revelaram contatos frequentes entre a deputada e integrantes da cúpula do grupo criminoso. Para os promotores, os indícios mais graves envolvem suspeitas de interferência direta na segurança pública.
Entre as acusações listadas estão tentativas de influência para a soltura de milicianos presos em flagrante, articulações para mudar o comando de um batalhão da Polícia Militar em Santa Cruz, vazamento de informações sobre operações policiais e atuação política para favorecer o transporte alternativo de vans controlado pela milícia. O conjunto dessas ações, segundo o MP, teria como objetivo fortalecer o domínio territorial do grupo criminoso.
O caso já havia provocado consequências políticas. Em 2023, Lucinha chegou a ser afastada do mandato por decisão judicial, mas acabou reconduzida ao cargo após votação na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Na ocasião, o presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, declarou esperar que a deputada conseguisse provar sua inocência. No ano passado, a Comissão de Ética da Alerj decidiu arquivar o processo ético-disciplinar que pedia um novo afastamento.
Mais recentemente, Lucinha chamou atenção ao votar pela soltura do próprio Bacellar, contrariando a orientação de seu partido, movimento que ampliou o isolamento político da parlamentar.
Em nota, a defesa afirmou que a decisão apertada do Tribunal evidencia a fragilidade da acusação e questiona a origem do processo. Os advogados disseram ainda que respeitam a decisão, mas confiam que a denúncia não resistirá ao exame dos tribunais superiores.
Agora, com a ação penal em curso, o caso avança para uma fase decisiva — acompanhado de perto por um Rio de Janeiro ainda marcado pelo impacto das milícias em sua vida política e social.
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