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đŸŽŻđŸ”„ ExercĂ­cio demais existe? Quando o corpo pede pausa e vocĂȘ precisa ouvir

Overtraining ganha espaço entre atletas amadores e acende sinais de alerta

Treinar demais pode virar armadilha. Aprenda a reconhecer os sinais do overtraining. #Linkezine đŸƒâ€â™‚ïž

 

Treinar mais nem sempre significa treinar melhor. Em tempos de desafios esportivos, provas de rua e metas pessoais cada vez mais ambiciosas, ultrapassar os próprios limites virou quase um símbolo de disciplina. Mas o corpo, silencioso no início, costuma cobrar a conta quando o excesso se instala. É nesse ponto que entra o overtraining — um problema mais comum do que parece.

O overtraining, tambĂ©m chamado de lesĂŁo por uso excessivo, ocorre quando mĂșsculos, articulaçÔes ou ossos sĂŁo submetidos a traumas repetitivos sem tempo adequado de recuperação. Tendinites, fraturas por estresse e inflamaçÔes persistentes estĂŁo entre os quadros mais frequentes. Segundo Corey Wencl, especialista em medicina esportiva da Mayo Clinic, erros de treino e tĂ©cnica inadequada sĂŁo as principais causas. “É difĂ­cil desacelerar quando o objetivo Ă© evoluir, mas alguns problemas que começam leves podem se transformar em complicaçÔes sĂ©rias”, alerta.

A pressa Ă© uma vilĂŁ recorrente. Aumentar distĂąncia, intensidade ou duração do treino de forma abrupta sobrecarrega o corpo. O mesmo acontece quando a rotina se torna repetitiva demais, exigindo sempre os mesmos grupos musculares. Soma-se a isso a execução incorreta dos movimentos — uma postura errada na corrida ou no treino de força pode direcionar impacto excessivo para ĂĄreas especĂ­ficas, abrindo caminho para lesĂ”es.

A boa notícia é que a maioria desses quadros pode ser evitada. Manter atenção à postura, usar equipamentos adequados e buscar orientação profissional fazem diferença. Outro ponto-chave é respeitar o ritmo do corpo: aquecer antes, desacelerar depois e progredir gradualmente, sem aumentar a carga semanal em mais de 10%. Variar os exercícios também ajuda a reduzir o impacto repetitivo e melhora o equilíbrio muscular.

Alguns sinais merecem atenção especial. Calos com bolhas, unhas dos pĂ©s machucadas e dores na sola do pĂ© ao acordar podem indicar problemas como fascite plantar. Dor persistente no tornozelo ou na canela pode sinalizar tendinite ou canelite. Em muitos casos, repouso, redução do treino e atividades de baixo impacto resolvem o problema — desde que o alerta seja ouvido a tempo.

Quando a dor nĂŁo cede ou piora, o risco Ă© maior. Fraturas por estresse, especialmente na canela, no pĂ© ou na parte superior da perna, exigem avaliação mĂ©dica. Ouvir o corpo, ajustar o treino e respeitar os limites nĂŁo Ă© sinal de fraqueza, mas de inteligĂȘncia esportiva. Evoluir com segurança tambĂ©m Ă© uma forma de chegar mais longe.

 

Treinar mais nem sempre Ă© treinar melhor. Seu corpo dĂĄ sinais quando o limite Ă© ultrapassado. VocĂȘ sabe ouvir?  #SaudeEmMovimento #VidaAtiva

 

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Sobre Andreia Trojan (136 artigos)
Profissional de Educação Física Graduada pela Univercidade da Cidade. Pós- Graduada em Fisiologia do Exercício pela Faculdades Integradas Maria Thereza Pós- Graduada em Acupuntura pela Frasce https://www.facebook.com/andreiatrojan.personal/

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