🎯📢🔥 Areia dourada, preços salgados: o verão amargo nas praias da Região dos Lagos
Banhistas denunciam cobranças abusivas em quiosques de Cabo Frio e Búzios, e Procon reage com fiscalização intensificada
O verão chegou com força total à Região dos Lagos, mas para muitos banhistas, o sol e o mar vieram acompanhados de uma surpresa indigesta: preços considerados abusivos e práticas ilegais em quiosques de praias famosas como a Praia do Forte, em Cabo Frio, e Geribá, em Búzios. O que deveria ser lazer virou motivo de revolta nas redes sociais — e acabou chamando a atenção das autoridades.
Um dos relatos que ganhou grande repercussão foi o da dentista Victória Pinheiro, moradora de Cabo Frio. Em vídeo que ultrapassou um milhão de visualizações no TikTok, ela descreveu a dificuldade para pedir o item mais barato do cardápio, no valor de R$ 150. Segundo Victória, sempre que escolhia um petisco nessa faixa de preço, a resposta do garçom era a mesma: “não tem”. A alternativa oferecida era um combo de R$ 360. “A gente se sentiu coagido”, resumiu.
A exigência de consumo para usar mesas e cadeiras, sem clareza sobre valores mínimos, aparece como ponto central das reclamações. Em plena alta temporada, porções simples como pastel ou batata frita chegam a R$ 150, enquanto a consumação mínima pode alcançar R$ 500. Para turistas desavisados — inclusive estrangeiros — a situação gera constrangimento e frustração. Muitos só descobrem depois que a prática é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Em Búzios, o cenário não é diferente. Na Praia de Geribá, preços de refeições simples chegaram a R$ 470, alimentando críticas e ironias nas redes sociais. “Não é turismo, é teste de resistência econômica”, escreveu um internauta. As denúncias se multiplicaram e pressionaram o poder público.
Como resposta, o Procon intensificou as fiscalizações em toda a Região dos Lagos. Em Cabo Frio, houve reuniões com barraqueiros e autoridades municipais para alinhar condutas e reforçar direitos do consumidor. Já em Búzios, quiosques foram autuados por preços abusivos e irregularidades sanitárias, com apreensão de alimentos impróprios e prazos curtos para adequação.
O recado das autoridades é claro: a praia é um bem público, e ninguém pode ser obrigado a consumir para usufruí-la. Para os consumidores, fica o alerta — e a esperança de que o verão volte a ter gosto de descanso, não de indignação.
Sol, mar e preços nas alturas ☀️💸 Denúncias de banhistas expõem abusos em quiosques e colocam o Procon em ação na Região dos Lagos. #DefesaDoConsumidor #Verão2026
disponível para venda na Amazon: https://a.co/d/0gDgs0S


Deixe uma resposta