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UE aprova acordo com Mercosul e pavimenta maior zona de livre comércio do mundo

Após 25 anos de negociações, tratado avança e promete redesenhar fluxos globais de comércio

Acordo UE-Mercosul avança, supera resistências e promete redesenhar o comércio global. #Linkezine 🌍

 

Depois de mais de duas décadas de negociações marcadas por avanços lentos, impasses políticos e forte pressão de setores econômicos, a União Europeia confirmou a aprovação do acordo comercial com o Mercosul. A decisão, divulgada pelo Chipre — país que exerce a presidência rotativa do bloco — abre caminho para a formação da maior zona de livre comércio do mundo em população e alcance econômico.

A confirmação veio após os Estados-membros da UE enviarem seus votos por escrito dentro do prazo estabelecido em Bruxelas. Segundo fontes diplomáticas, uma ampla maioria apoiou o tratado, superando o quórum necessário de ao menos 15 países que representem 65% da população do bloco. O acordo ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu, mas o sinal político já foi dado. A expectativa, segundo o governo argentino, é que a assinatura oficial entre Mercosul e UE ocorra em 17 de janeiro.

O tratado prevê a eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além da criação de regras comuns para comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. A Comissão Europeia estima que o acordo eliminará mais de 4 bilhões de euros por ano em impostos sobre exportações da UE. Do lado sul-americano, cerca de 91% das tarifas sobre produtos europeus devem ser retiradas ao longo de 15 anos, enquanto a UE eliminará taxas sobre 92% das exportações do Mercosul.

Mais do que números, o acordo carrega forte peso geopolítico. Para países como Alemanha e Espanha, o tratado reduz a dependência europeia da China, especialmente no fornecimento de minerais estratégicos como o lítio, essencial para a transição energética. Também é visto como uma resposta a políticas protecionistas, como as tarifas adotadas pelos Estados Unidos nos últimos anos.

Apesar do avanço, a resistência permanece. França, Áustria, Hungria, Irlanda e Polônia votaram contra, alegando riscos ao setor agrícola europeu. Agricultores franceses e irlandeses protestam contra o que consideram concorrência desigual com produtos latino-americanos. Ainda assim, a mudança de posição da Itália — após sinalizações de maior apoio financeiro ao setor agrícola europeu — foi decisiva para destravar o acordo.

Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o impacto vai além do agronegócio. O tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores e fortalece setores industriais e exportadores. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, celebrou a aprovação, destacando que cerca de 9 mil empresas brasileiras já exportam para a UE. O acordo, segundo ele, fortalece o multilateralismo, atrai investimentos e reforça compromissos ambientais. Um passo histórico que reposiciona o Mercosul no tabuleiro global.

 

Histórico 🌍 UE aprova acordo com o Mercosul e dá passo decisivo para a maior zona de livre comércio do mundo.  #ComércioInternacional  #EconomiaGlobal

 

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Sobre josuejr54 (4565 artigos)
Josué Bittencourt, carioca, pós- graduado pela faculdade Cândido Mendes. Atua no mercado com sua empresa Arte Foto Design é proprietário do site de conteúdo Linkezine. Registro Profissional: MTb : 0041561/RJ

1 comentário em UE aprova acordo com Mercosul e pavimenta maior zona de livre comércio do mundo

  1. fotoemcasa fotografia // 10/01/2026 às 1:22 am // Responder

    O Brasil está de parabéns pelo acordo.

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