Trump cogita apoio de Musk para reconectar Irã em meio a protestos
Bloqueio da internet já dura quatro dias enquanto violência cresce nas ruas iranianas
Em meio a uma escalada de protestos e repressão no Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende discutir com o bilionário Elon Musk a possibilidade de restabelecer o acesso à internet no país. Os serviços estão bloqueados há quatro dias por decisão das autoridades iranianas, em um contexto de manifestações contra o regime que já deixaram ao menos 648 mortos, segundo dados de uma ONG internacional.
A declaração foi feita nesta segunda-feira (12), durante conversa de Trump com jornalistas. Ao comentar o tema, o presidente elogiou Musk, a quem descreveu como líder de uma “empresa muito boa”, e citou diretamente o Starlink, serviço de internet via satélite controlado pelo empresário, como alternativa para driblar o bloqueio imposto pelo governo iraniano.
O corte de conexão é visto por organizações de direitos humanos como uma tentativa de limitar a circulação de informações e dificultar a mobilização dos manifestantes. Desde o início dos protestos, vídeos, relatos e imagens passaram a chegar ao exterior de forma fragmentada, muitas vezes por meio de conexões improvisadas ou canais clandestinos.
Trump e Musk têm uma relação marcada por aproximações e tensões. O bilionário foi um dos financiadores da campanha que levou Trump de volta à Casa Branca e chegou a colaborar com medidas de corte de gastos no governo federal. No ano passado, porém, os dois protagonizaram um atrito público, após Musk criticar a proposta de reforma tributária defendida pelo presidente. Apesar disso, sinais recentes indicam uma reaproximação: em janeiro, ambos foram vistos jantando juntos, em um encontro que chamou atenção nos bastidores de Washington.
Enquanto isso, a situação no Irã segue se deteriorando. A ONG Iran Human Rights informou que o número de mortos nas manifestações contra o regime do aiatolá Ali Khamenei chegou a 648, mas alerta que o total real pode ser muito maior, possivelmente na casa dos milhares, devido à falta de transparência do governo. Mais de 10,6 mil pessoas teriam sido detidas desde o início dos protestos.
Imagens divulgadas pela Deutsche Welle mostram dezenas de corpos em frente a um necrotério em Teerã, reforçando a gravidade da repressão. Ainda assim, o ministro das Relações Exteriores do Irã declarou que a situação está “sob controle total” e acusou declarações de Trump de incentivarem a violência.
O governo iraniano afirmou que a internet será restabelecida em coordenação com as forças de segurança. Do lado americano, Trump voltou a endurecer o discurso, dizendo que os Estados Unidos podem agir caso o Irã continue a matar manifestantes. Em meio à crise, o acesso à informação se torna mais do que uma questão tecnológica: é parte central da disputa política e humanitária em curso.
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