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UE mira terras raras do Brasil e amplia disputa global por minerais estratégicos

Bloco europeu negocia investimentos em lítio e níquel em meio à corrida geopolítica

UE e Brasil avançam em negociações sobre terras raras, colocando o país no centro da disputa global por minerais estratégicos. #Linkezine 🌍

O subsolo brasileiro voltou ao centro das atenções internacionais. Em meio à consolidação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, o bloco europeu confirmou que negocia com o Brasil um acordo específico voltado a terras raras e outros minerais críticos. A sinalização foi feita pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante cerimônia no Rio de Janeiro ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo von der Leyen, a cooperação em matérias-primas estratégicas deve se tornar um dos pilares da relação entre Brasil e União Europeia. O foco está em investimentos conjuntos em lítio, níquel e terras raras — insumos essenciais para a transição energética, a digitalização da economia e a segurança geopolítica. Embora relacionada ao novo momento bilateral, a negociação sobre minerais é independente do acordo comercial Mercosul–UE, que levou cerca de 25 anos para ser concluído.

Em seu discurso, a líder europeia foi direta ao apontar a relevância do tema. Para ela, garantir acesso a esses minerais é fundamental para a autonomia estratégica do bloco. Em um cenário global marcado por disputas comerciais e tensões políticas, os recursos naturais passaram a ser vistos não apenas como ativos econômicos, mas também como instrumentos de poder.

O movimento europeu ocorre em paralelo ao interesse crescente dos Estados Unidos. Sob o governo de Donald Trump, Washington também passou a demonstrar atenção especial às reservas brasileiras, inserindo o país em uma disputa global cada vez mais acirrada. O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China, mas ainda enfrenta o desafio de agregar valor à sua produção, já que grande parte do material é exportada sem processamento.

As terras raras englobam 17 elementos químicos fundamentais para tecnologias consideradas estratégicas, como turbinas eólicas, carros elétricos, semicondutores, equipamentos médicos e aplicações militares. Atualmente, a China domina as etapas de refino e processamento desses minerais, o que levou potências ocidentais a buscar novos parceiros e fornecedores para reduzir dependências críticas.

Ao classificar o acordo Mercosul–UE como um arranjo de “ganha-ganha”, Ursula von der Leyen reforçou a narrativa de cooperação equilibrada. Em um gesto simbólico, encerrou sua fala em português, destacando que o melhor ainda está por vir. Para o Brasil, o interesse simultâneo de grandes potências representa uma oportunidade estratégica — desde que acompanhada de políticas que incentivem industrialização, transferência de tecnologia e desenvolvimento sustentável.

 

O subsolo brasileiro virou peça-chave no jogo global 🌍 UE negocia terras raras e amplia a disputa por minerais estratégicos.    #Geopolitica   #EconomiaGlobal

 

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