PRONCOVÔ retorna a BH e transforma o caminhar em poesia cênica
Espetáculo celebra a arte nômade na Campanha de BH
Todo verão, Belo Horizonte aprende a desacelerar para ouvir histórias. Entre filas, ingressos populares e palcos cheios, a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança virou um ritual urbano — desses que atravessam gerações. Em 2026, um dos encontros mais aguardados atende pelo nome de PRONCOVÔ, espetáculo poético-musical que retorna à capital mineira depois de circular por dezenas de cidades no Brasil e no exterior.
As apresentações acontecem nos dias 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro, no Teatro Marília, durante a 51ª edição da Campanha. Em cena, os multiartistas Laura de Castro e Zé Motta conduzem o público por uma travessia sensível, onde música, palavra e corpo se entrelaçam como passos de quem anda sem mapa, mas com destino: o encontro.
Dirigido e dramaturgicamente costurado por Eduardo Moreira, com direção musical de Sérgio Pererê, PRONCOVÔ presta homenagem ao artista mambembe, ao andarilho e à vocação nômade da arte popular brasileira. Laura e Zé surgem como trovadores contemporâneos, tocando, cantando e recitando textos e poemas que celebram a cultura brincante e a potência do gesto simples de caminhar.
O espetáculo carrega no corpo da cena uma trajetória premiada. Recentemente, foi agraciado com dois Prêmios Cenym de Teatro — Melhor Trilha Sonora e Melhor Qualidade Artística — reconhecimento que reforça a força estética e emocional da montagem. A trilha, aliás, ganhou vida própria: transformada em álbum, está disponível no YouTube, com participações de nomes como Eduardo Moreira, Elisa de Sena, Mestre Negoativo e Everton Coroné.
Nos últimos três anos, PRONCOVÔ percorreu mais de 30 cidades das regiões Norte, Nordeste e Sudeste, passando por estados como Pará, Maranhão, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em 2024, atravessou fronteiras e foi apresentado em festivais na Colômbia, como o Comfama, em Medellín, e o Artes de la Calle, em Santa Fe de Antioquia, dentro de um projeto de internacionalização da cultura fluminense.
Para Laura de Castro, o retorno à Campanha tem sabor de memória e pertencimento. “Os verões em Belo Horizonte sempre foram marcados por esse evento. Voltar agora, como artista, é motivo de honra”, afirma. A apresentação no Teatro Marília, pela primeira vez, fecha o ciclo com delicadeza: quem caminhou como espectadora, agora ocupa o palco.
PRONCOVÔ não chega apenas como espetáculo. Chega como lembrança viva de que a arte segue andando — e convidando o público a caminhar junto.
Arte que anda, canta e encontra o público pelo caminho. #TeatroBrasileiro #CulturaViva
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