CASACOR elege “Mente e Coração” como tema e reposiciona o morar em 2026
A casa como refúgio em tempos de excesso e ansiedade
Há momentos em que o morar deixa de ser apenas função e passa a ser pergunta. O que buscamos quando fechamos a porta de casa? Silêncio, acolhimento, sentido. É nesse cruzamento entre o íntimo e o coletivo que a CASACOR apresenta “Mente e Coração” como tema para 2026, reafirmando seu papel como plataforma cultural atenta às transformações do tempo presente.
A proposta criativa foi anunciada durante o Eixos CASACOR, evento anual realizado no Sesc Pompeia, em São Paulo, que reuniu representantes de todas as edições da marca no Brasil e no exterior. O encontro, que contou com a participação da direção da CASACOR Minas — já com data definida para sua 31ª edição — funcionou como um espaço de escuta e reflexão sobre o futuro da arquitetura, do design e das formas de habitar.
O lançamento do tema foi conduzido por vozes diversas, como a arquiteta Viviane Telles, o líder espiritual guarani Carlos Papá e a psicanalista Maria Homem. Juntos, eles costuraram ideias sobre inteligências orgânica, manual, ancestral e emocional, criando o pano de fundo conceitual para uma temporada que propõe desacelerar e reconectar.
“Mente e Coração” surge como resposta às angústias contemporâneas, especialmente aquelas provocadas pela hiperconectividade e pela presença cada vez mais intensa da inteligência artificial no cotidiano. A síndrome de FOMO — o medo constante de estar perdendo algo — aparece como sintoma de um tempo saturado de informações, no qual a casa passa a ser convocada como espaço de cura, autocuidado e reconciliação interior.
A pesquisa anual de macrotendências da CASACOR sustenta essa escolha. O estudo aponta para uma relação mais íntima entre as pessoas e seus lares, vistos como territórios que acolhem fragilidades e contradições — em contraste com a vida editada e performática das redes sociais. O morar, aqui, deixa de ser vitrine e se afirma como abrigo.
Para Livia Pedreira, presidente do conselho curador, a casa ocupa um campo físico e psíquico essencial. Em um cenário marcado por conflitos, desigualdades, eventos climáticos extremos e incertezas tecnológicas, o lar se consolida como contraponto à exaustão produtiva. Um lugar onde corpo e espírito podem, finalmente, conversar.
O manifesto da CASACOR aprofunda essa ideia ao evocar a imagem do casulo: um espaço que protege, mas também transforma. Cercados por objetos, memórias e tradições, recuperamos forças para seguir. Ao propor a convergência entre mente e coração, a CASACOR não aponta soluções prontas, mas convida arquitetos, marcas e visitantes a repensarem o essencial.
Em 2026, a casa deixa de ser apenas cenário. Torna-se gesto — de cuidado, de escuta e de reconexão com o que realmente importa.
Quando a casa vira refúgio, a arquitetura vira cuidado. #ArquiteturaContemporanea
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