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Brumadinho, sete anos depois: quando a reparação vira presença cotidiana

FGV mantém auxílio e revela impactos positivos nas comunidades

Sete anos após a tragédia, a reparação em Brumadinho segue ativa, com renda, pesquisa e memória. #Linkezine 🌱

 

Sete anos após o rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, a paisagem segue marcada por ausências — de pessoas, de rios intactos, de uma normalidade que não voltou inteira. Mas, no cotidiano das comunidades atingidas, a reparação passou a ocupar um espaço concreto, mensurável e, sobretudo, contínuo. É nesse terreno sensível que a Fundação Getulio Vargas (FGV) consolida sua atuação como agente de gestão e garantia de direitos.

Desde 2021, a instituição é responsável pelo Programa de Transferência de Renda (PTR), considerado o maior programa privado de transferência de renda da América Latina. Entre novembro de 2021 e outubro de 2024, mais de R$ 5,3 bilhões foram pagos a mais de 163 mil pessoas atingidas pelo desastre. A partir de dezembro de 2025, por decisão do Juízo da 2ª Vara de Fazenda Pública de Belo Horizonte, a FGV passou a gerir também o pagamento do Novo Auxílio Emergencial (NAE), assegurando a continuidade do suporte financeiro enquanto novos critérios são debatidos.

Até agora, duas parcelas do NAE já foram pagas, somando cerca de R$ 250 milhões. O trabalho vem sendo realizado sem remuneração adicional, com a mesma equipe dedicada ao encerramento do PTR — um gesto que reforça o compromisso institucional com a reparação integral e com a preservação dos direitos das populações impactadas.

Os efeitos desse fluxo de renda extrapolam o âmbito individual. Pesquisa conduzida pela FGV aponta impactos positivos no desenvolvimento socioeconômico da região, com avanços de 20% em saúde, 15% em infraestrutura urbana e saneamento, e 25% em assistência social. Indicadores que ajudam a redesenhar territórios profundamente afetados pelo vazamento de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos, que atingiu 290 hectares, matou 272 pessoas e deixou marcas permanentes no meio ambiente e na economia local.

Esse percurso agora ganha narrativa audiovisual. O documentário “Dinheiro é Semente – Histórias de reparação em Brumadinho”, dirigido por Taís Vilela, percorre comunidades urbanas, rurais, quilombolas e indígenas para mostrar como o PTR reverberou além do benefício direto. “Mais do que economia, o filme é sobre justiça, dignidade e reparação”, resume André Andrade, gerente executivo do FGV PTR.

Depoimentos como o da técnica de enfermagem Grazielle Gonçalves, que transformou renda em projeto de futuro, e o de Maria Raimunda, do Quilombo da Pontinha, que viu antigos sonhos se tornarem possíveis, revelam que a reparação, quando contínua, deixa de ser promessa e passa a ser presença. Em Brumadinho, a história ainda está em curso.

 

Sete anos depois, a reparação continua. Em Brumadinho, renda também é futuro. #JustiçaSocial #DireitosHumanos

 

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